A arte de saber advogar é tema de discussão na OAB

Janaina Chiaradia


Semana agitada, com muitos debates a respeito da “arte de saber advogar”, e ainda mais “qual a importância do advogado para sociedade”, esses foram os assuntos debatidos, e muitas reflexões se fizeram presentes, as quais, compartilho com todos:

Além das participações já apresentadas durante essa semana, com as ponderações do presidente da OAB/PR, Dr. José Augusto Araújo de Noronha, e do presidente da 5ª Turma do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB/PR, questionei outras grandes personalidades da área, a respeito da temática da semana.

As questões foram as mesmas, contudo, as respostas diferentes em sua forma de expor, nas informações que buscavam transmitir, e nas experiências experimentadas, o que tornou fascinante cada vídeo produzido.

Em conversa com a presidente do Tribunal de Ética e Disciplina, Dra. Eunice Fumagalli Martins e Scheer, as preocupações em se preservar princípios primordiais para advocacia, tais como, da conduta ilibada, dignidade e decoro profissional, incompatibilidade, correção profissional, coleguismo, diligencia, desinteresse, confiança, fidelidade, independência, reserva, legalidade, verdade, discricionariedade, ficaram registradas. Além do alerta quanto ao amor a profissão, equilíbrio em sua postura, e atualização de cada profissional, para a sobrevivência na atual conjuntura de trabalho dos advogados.

Confira o vídeo:

 

Durante os momentos de tratativas de acordos, em ações trabalhistas, encontrei com o ilustre advogado e conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Dr. José Lúcio Glomb, com o qual há um certo tempo traço debates éticos profissionais, afinal, o mesmo já esteve a frente da presidência da OAB/PR e do Instituto dos Advogados do Paraná, e o amor pela arte de saber advogar, e os desafios dessa profissão, foram prudentemente apontados, só fazendo com que a minha vontade de mudar o mundo ao meu redor, aflorasse ainda mais.

Um pouco mais do jurista:

 

Amigo, advogado e defensor ativo da OAB/PR, Dr. Alexandre Taborda Ribas, em suas escritas para essa coluna, menciona que “a advocacia apresenta como pilar imutável a função social de promover a justiça, a qual segundo Hans Kelsen é “A FELICIDADE SOCIAL[1]”. Ou seja, recai aos advogados como função social a obrigação de promover ou tentar promover essa felicidade.      Neste sentido, a advocacia é crucial para a manutenção do bem-estar social. Pois, tal profissão tem o dever de assegurar a devida aplicação do ordenamento jurídico, garantindo assim o afastamento de eventuais opressões, bem como de injustiças. Logo, o ideal de uma advocacia justa e plena que atinja a suscitada felicidade social depende das condutas praticadas pelos advogados, os quais não devem interceder além e nem aquém, obrigando-se a respeitar os limites legais e sociais.  ([1] KELSEN, Hans. Teoria pura do direito. 7. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006).

Ao terminar a semana, uma conversa com o presidente da Comissão Nacional das Prerrogativas dos Advogados, Dr. Cássio Telles, me deixou ainda mais esperançosa em uma atuação mais eficaz da nossa classe, tendo em vista direitos, prerrogativas e deveres pertinentes ao nosso ofício, bem como, a conscientização das nossas responsabilidades perante toda sociedade.

Últimas considerações:

Encerro a coluna da semana, na expectativa de debates hoje a noite perante uma das instituições de ensino superior, da qual, faço parte, e menciono as primeira manifestações do presidente Nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Dr. Claudio Pacheco Prates Lamachia, que em seu discurso de posse, pondera que:

Chegou a hora de construir.

Essa é a hora de caminharmos.

E que essa marcha sagrada e capital se dê por meio de nossa atuação perseverante na luta pela única coisa que pode salvar a Nação neste momento: o diálogo.

Pois é do diálogo que provém o consenso, e é do consenso que virão as tão esperadas reformas. Chegou a hora da sociedade brasileira se reunificar, e a Ordem dos Advogados do Brasil se coloca mais uma vez à disposição da Nação.

Nos colocamos à disposição das instituições de Estado e da Sociedade Civil Organizada, para sermos os mediadores desse grandioso processo de concertação, tendo por base nossos 85 anos de impecáveis bons serviços prestados ao Brasil.

Nosso partido sempre foi o Brasil, nossa ideologia sempre será a Constituição Federal!

A OAB não é do Governo nem da oposição, mas sim voz do cidadão!

Por mais difícil que tal tarefa pareça em um primeiro momento, não desistiremos.

O desafio alimenta a nossa alma.

Com todas as forças que Deus possa dar-nos avançaremos sem parar, rumo à vitória.

Vitória que não será desta instituição e muito menos nossa. Vitória que será do Brasil e dos brasileiros.

Neste momento, sinto-me com direito a pedir o apoio de todos, dizendo-vos: unamos as nossas forças e caminhemos juntos rumo ao Brasil do amanhã.

Que Deus abençoe o Brasil!!!

Um abraço a todos, até a próxima semana, onde trataremos da temática envolvendo o direito dos animais.

Janaína Chiaradia

 

 

 

 

 

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Janaina Chiaradia
Jurista, Mestre em Direito, Professora, Palestrante e Escritora.