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Silêncio raro

In loco: transmitindo informações e compartilhando experiênciasNova série: as palavras e as coisas, por Everton G..

Janaina Chiaradia - 05 de julho de 2020, 19:07

In loco: transmitindo informações e compartilhando experiências

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Nova série: as palavras e as coisas, por Everton Gonçalves

Em mais um texto da sua série, dentro do In Loco, o amigo, professor de português e literatura, revisor de textos e escritor de ensaios e poemas, Everton Gonçalves, nos apresenta suas reflexões e ensinamentos... então vamos lá!

 Silêncio raro

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"Os novos meios de comunicação são dignos de admiração, mas eles causam um barulho infernal. Claramente, a comunicação digital destrói o silêncio". Byung-Chul Han

A comunicação é discutida há muitos séculos. Desde Platão e Aristóteles já falava-se em retórica e poética. Muitos filósofos e cientistas sociais discutiram sobre o poder da comunicação na sociedade.

Se comunicar é fundamental para o convívio em sociedade. Saber escolher boas palavras é bem importante. O problema disso é quando a comunicação - principalmente a digital, torna-se apenas barulho, um ruído desagradável.

A democratização da internet pôde beneficiar muitas pessoas, mas ao mesmo tempo trouxe um enxame de discussões e contribuiu para uma sociedade do cansaço - como o filósofo Byung-Chul Han traz em seu brilhante livro: "sociedade do cansaço".

Em uma onda imensa de atividades digitais, redes sociais e likes, torna-se um desafio ainda maior a atividade da contemplação e da solitude. Estar quieto e não opinar sobre tudo pode ser uma coisa negativa em uma sociedade que busca a performance constantemente, mas isso é necessário para a sobrevivência e para a transcendência.

O silêncio é uma poesia que a alma deseja, um refúgio para dias maus.

Everton Gonçalves