Metendo o bedelho

Jornalista Alceo Rizzi faz uma observação em relação à intromissão do ministro da Defesa nas eleições e compara com compra de próteses penianas para o Exército

Redação - 15 de julho de 2022, 09:10

Foto/Paraná Portal
Foto/Paraná Portal

 

Alceo Rizzi

O jornalista Alceo Rizzi, ex-diretor da Gazeta Mercantil e companheiro de coberturas jornalistas quando era repórter do jornal O Globo, analisa com propriedade e pitadas de ironias as revelações do ex-assessor do presidente dos EUA Donald Trump, John Bolton, sobre seu envolvimento no planejamento de tentativas de golpes de estados em outros países. Faz, também, um comparativo com o Ministro da Defesa em relação a uma votação paralela com cédulas.

Bolton não cita quais suas tentativas ou países, como não faz relação com insidiosas declarações do brasileiro que comanda o País junto com sua horda, em criar instabilidade institucional. Coincidentemente ou não, foi a partir da tentativa do americano em desacreditar o resultado das urnas que o tiraram do poder, que seu homólogo e tropa começaram a colocar sob suspeição a votação das urnas eletrônicas. O que agora também faz o atual ministro da Defesa, general do Exército com proposta provocativa, de apuração paralela, com cédulas, nas próximas eleições presidenciais. Em réplica, a considerar a intromissão em assunto que institucionalmente não lhe diz respeito, não haveria estranheza nem interferência indevida se o TSE propusesse ao Ministério da Defesa contratar auditoria e instalar comissão externa para acompanhar as compras de materiais feitas pelas Forças Armadas. Dentre elas a de próteses penianas para militares, a compra de estoques de viagras, de preservativos e gel lubrificante, muitos desses itens superfaturados, como se constatou. Para que o ministro general convencesse o distinto público sobre a importância em adquirir esses itens vitais de guerra para paramentar a tropa. Um assunto que talvez merecesse mais atenção por parte do general da Defesa, onde apropriadamente estaria metendo o bedelho. Tem gente que deve estar lamentando a derrota de Trump. Vergonhoso!”.

Alceo Rizzi é jornalista