Mutirão para capacitação dos trabalhadores do turismo

O grande desafio de Foz do Iguaçu nos próximos anos, além continuar com a abertura de novos empregos, está na formação e capacitação da mão de obra.

Redação - 21 de junho de 2022, 11:51

Foto/Divulgação
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Marcelo Martini

O grande desafio de Foz do Iguaçu nos próximos anos, além continuar com a abertura de novos empregos, está na formação e capacitação da mão de obra. Essa é a realidade de vários setores e, em especial, ao abrangido pelo SindHotéis - hotéis, pousadas, cantinas, restaurantes, churrascarias, bistrôs, lanchonetes, bares e similares.

Nesta semana, assinamos o acordo coletivo com os sindicatos que representam as categorias de trabalhadores do setor e que estabeleceu um piso salarial de R$ 1.720,00 e o aumento linear de 11,3 % para quem ganha mais do que o piso, o que já é praticado por boa parte das empresas.

A nossa proposta na retomada do movimento no turismo é formalizar cada vez mais as relações de trabalho através das contratações pela CLT, garantindo os direitos básicos como o FGTS, férias e o 13º salário. 

Na outra ponta, o que deveras nos preocupa, está na formação, capacitação e qualificação dos profissionais do setor. Sabemos que com a pandemia muitos trabalhadores do turismo migraram para outras atividades para garantir o sustento de suas famílias.

O retorno desses trabalhadores requer mais que uma boa remuneração e sim, boas oportunidades de progressão ou até mudança de atuação no ramo atinente às nossas atividades.

Não é de hoje que o SindHotéis tem iniciativas frente a esse desafio. O Instituto de Hotelaria, Gastronomia e Turismo desde a sua fundação em 2016 desenvolve cursos para suprir a demanda do setor. Por causa da pandemia, suas atividades foram suspensas por dois anos e agora nos preparamos para este novo desafio. 

O SindHotéis, através do Instituto de Hotelaria, fará convênios e parcerias para dar agilidade e consecução aos cursos a partir de julho de 2022. Com o Senac e outras instituições, vamos realizar cursos de formação de garçons, maîtres, auxiliares de cozinha, atendentes, gerentes, bartenders, sommelier, agentes de vendas, cozinheiros, camareiras, porteiros, recreadores e recepcionistas, gestores de recursos humanos, entre outras funções do ramo hoteleiro e gastronômico.

Vamos buscar ainda outros parceiros na área pública, institucional e privada para aumentar o número de cursos nos três períodos (manhã, tarde e noite), o que vai ampliar ainda mais a oferta de matrículas para suprir as vagas abertas nesta retomada e impulso com os novos empreendimentos.

Estaremos abrindo também oficinas e workshops com especialistas para capacitação e qualificação de profissionais que já atuam na área e que podem aprimorar seu trabalho com novas técnicas, conhecimento e inovações. Vamos apoiar ainda as feiras que tenham na sua programação esse escopo definido pela ação do instituto.

O instituto está buscando a certificação junto aos órgãos governamentais para oferecer cursos de jovem aprendiz para contratação de filhos de colaboradores que trabalham nas redes hoteleira e de gastronomia, permitindo o cumprimento às normas do governo federal e os ajustes de conduta mediados pelo Ministério Público do Trabalho. 

Na última semana, tivemos a visita do diretor-geral da Itaipu Binacional, Anatalicio Risden Junior, que conheceu e se impressionou com a estrutura do instituto e o que ele tem a oferecer ao setor e aos trabalhadores.

Para quem ainda não conhece, o instituto é um centro de treinamento e formação profissional. O complexo tem 1.500 metros quadrados, uma cozinha de 500 metros quadrados, salas de aula, auditório para 150 pessoas, uma suíte de 75 metros quadrados para aulas de governança, e laboratórios para eventos e turismo.

A nossa proposta do mutirão de formação profissional está em consonância com a iniciativa de órgãos como Paraná Turismo e do Ministério em prover a capacitação de profissionais da área para atender a retomada econômica e o retorno da demanda turística no pós-pandemia. 

A qualificação dos trabalhadores que atendem os turistas e as atividades relacionadas ao setor, como a hospedagem e gastronomia, vai ao encontro do principal propósito de toda atividade econômica que é a de garantir o equilíbrio entre os dividendos e a boa remuneração dos trabalhadores do setor, propiciando o aumento de renda e contribuindo com o bem estar social de Foz do Iguaçu e região.

Marcelo Martini é presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Foz do Iguaçu e Região.