O papel do sindicalista Salmem e a preocupação do Estado

Os discursos pesados do presidente das classes de delegados de polícia acenderam luz amarela no Palácio Iguaçu.

Pedro Ribeiro - 12 de abril de 2022, 18:56

Foto: Fábio Dias/EPR
Foto: Fábio Dias/EPR

 

Sem dúvidas, o delegado de polícia, Kamil Salmem, presidente do Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado do Paraná, tem feito seu papel como dirigente classista e desafiado o Governo do Estado, com discursos pesados e movimentos que por pouco não se transformam em violência, como o visto no Detran.

O Palácio Iguaçu tem acompanhado de perto seus movimentos e assessores do governador Ratinho Junior lamentam tal atitude porque, segundo eles, é clara a intenção do sindicalista de provocar tumultos para acirrar os ânimos, porque, certamente, encontrará oposição do outro lado ou “policiais compromissados com a segurança das pessoas”, como afirmam.

Segundo fontes do Governo do Estado, Salmem liderou o movimento de sindicalistas que reclamavam porque o aumento salarial que receberam não alcançou o patamar irreal que desejavam. E pensar que em alguns casos os aumentos ultrapassaram R$ 1.000,00. Essa restruturação da segurança pública custará R$ 400 milhões por ano aos cofres públicos.

Fontes que participaram das discussões dizem que ele sempre foi um dos mais exaltados. Sempre firmou o pé por um reajuste de 30% para a toda a categoria. Legítimo? Legítimo. Mas isso quebraria o Estado. Imagina o cenário: 4 mil policiais com esse aumento e 11 milhões de paranaenses tendo que lidar com um Estado quebrado.