Saúde, Educação e Economia, as desastrosas heranças que Bolsonaro vai nos deixar

Pedro Ribeiro


A pesquisa CNT – Confederação Nacional dos Transportes – publicada na quinta-feira (16), mostra a decadência do país nas áreas da saúde, da educação e econômica, tripé necessário para o desenvolvimento de qualquer nação.

Segundo o levantamento, 71% dos brasileiros consultados consideram a saúde o principal problema hoje do Brasil. Em segundo lugar vem a educação, com 66% e em terceiro a economia, com 44%. Um desastre, diante de um presidente desastrado.

Um quadro triste que mostra, ainda, um governo que faz água por todos os lados e um mandatário arrogante, prepotente, completamente fora de órbita, que negligenciou, durante todo seu mandato, a principal necessidade do povo que é a saúde.

A educação, pilastra importante para o desenvolvimento de uma nação foi deixada a planos inferiores, dando prioridade a negociatas políticas para sobrevivência de poderosos que há anos sugam o sangue da população. Com isso, nossos jovens ficaram órfãos da sabedoria e de sua disseminação.

A economia, com inflação acima de 10%, com perto de 14 milhões de desempregados e perto de 20 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da miséria, são outros exemplos de incompetência dessa gestão, como disse, que prioriza negociatas com o Congresso Nacional tendo, á frente, as raposas que comandam o orçamento público.

É por isso que Jair Bolsonaro vem derretendo nas pesquisas de opinião pública e aumentando sua rejeição junto à população. E o que ele diz sobre isso? O povo sabe o que faço.

Enquanto isso, Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção e libertado pelo apadrinhamento no Supremo Tribunal Federal, mantém dianteira na campanha á Presidência da República. Outro desastre para a população brasileira.

 

 

Em recente artigo, publicado aqui no Paraná Portal, o senador Oriovisto Guimarães traça um perfil efetivamente desastroso sobre o governo Bolsonaro. Segundo ele, os números falam mais alto do que qualquer discurso político ideológico.

Em janeiro de 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro assumiu a presidência da República do Brasil, um dólar norte-americano estava cotado a R$3,76. Hoje, 20 de setembro de 2021, o mesmo dólar comercial está sendo negociado por R$5,32, um aumento de 41,49%. Na mesma data, janeiro de 2019, uma cesta básica em São Paulo custava para o comprador 707,08 e representava 70,8% do salário-mínimo, que era de R$ 998,00.

No fim de agosto de 2021, a mesma cesta básica estava custando R$1.077,01, que equivale a 97,9% do salário-mínimo, agora de R$1.100,00, conforme dados do Núcleo de Inteligência do Procon-SP. A cesta básica subiu 52,3% enquanto o mínimo aumentou 10,2%.

Em janeiro de 2019, o total da dívida pública bruta interna era de 3 trilhões e 744 bilhões de reais. A projeção dessa mesma dívida para janeiro de 2023, quando terminará o mandato de Bolsonaro, é de 6 trilhões e 41 bilhões de reais (PLOA 2022), um impressionante aumento de 76,3%. A variação do IPCA em 2018 foi de 3,75%. A variação desse mesmo índice nos últimos 12 meses do governo Bolsonaro está em 9,68% (referência agosto/2021), um índice maior do que o dobro que aquele que recebeu.

No primeiro ano do governo Bolsonaro, 2019, o PIB do Brasil cresceu, medíocres, 1,4% e atingiu a R$7,3 trilhões. Em 2020, tivemos a pandemia da covid-19, e o PIB brasileiro caiu, em valores reais, 4,1% em relação a 2019. Para 2021 e 2022, o IPEA projeta um crescimento do PIB de 4,8% e 2%, respectivamente.

O que se observa é que o tamanho da economia, que encolheu em 2020 por conta da pandemia, voltará a seu tamanho de antes da pandemia, com um crescimento real em 2021 de apenas 0,53%, pois a taxa de crescimento de 2021 se dá sobre uma base menor, a de 2020. E para 2022, essa taxa de 2% é tida como a hipótese mais otimista, pois alguns analistas projetam números ainda menores. É claro que, no período de 2019 até o final de 2022, coisas boas já aconteceram e outras ainda acontecerão, como o bom desempenho do agronegócio. Porém, os números acima refletem os resultados de todos os fatos, os bons e os ruins. Mesmo descontando tudo o que o governo teve que gastar por conta da pandemia, como auxílio emergencial e outros, ainda assim o desempenho de nossa economia foi medíocre.

Outros países foram igualmente afetados pela pandemia, mas seus resultados foram melhores que os nossos, ressaltando que a condução do combate da crise sanitária pelo Governo Federal foi um desastre, com três trocas de ministros da Saúde após o início da pandemia, portanto com quatro gestores da pasta, chegando atualmente a quase 600 mil mortos.

Neste terceiro ano de governo Bolsonaro, é forçoso admitir que o país teve e segue tendo o azar de ser acometido pela pandemia, mas não é somente azar. Vemos também uma enorme incompetência administrativa, de um governo que se entregou ao Centrão, não soube negociar com os outros poderes da República e criou crises desnecessárias, para depois pedir desculpas a seus inimigos prediletos.

Aliás, a incapacidade administrativa se revela na constante mudança da equipe, com as muitas trocas de ministro no curto espaço de três anos. Estamos no quarto ministro da Educação, a Casa Civil mudou várias vezes de titular, além da administração nada exemplar nos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores.

As tão esperadas reformas, tributária e administrativa, até hoje não saíram do papel. A reforma da previdência aprovada ficou longe do ideal, mas, reconheça-se, foi feita. Vivemos um novo aumento dos impostos. O IOF já foi aumentado e o governo propõe a criação de novo imposto com a reforma do Imposto de Renda.

Uma reforma ampla e simplificadora de nosso sistema tributário nunca foi proposta pelo governo. A incompetência tem um preço alto e nós, povo brasileiro, teremos que pagá-lo nos próximos anos. O governo Bolsonaro caracteriza-se como um caso raro na política, onde a incompetência resolveu reinar de braços dados com o azar”.

 

 

Saúde, Educação e Economia, as desastrosas heranças que Bolsonaro vai nos deixar

 

A pesquisa CNT – Confederação Nacional dos Transportes – publicada na quinta-feira (16), mostra a decadência do país nas áreas da saúde, da educação e econômica, tripé necessário para o desenvolvimento de qualquer nação.

Segundo o levantamento, 71% dos brasileiros consultados consideram a saúde o principal problema hoje do Brasil. Em segundo lugar vem a educação, com 66% e em terceiro a economia, com 44%. Um desastre, diante de um presidente desastrado.

Um quadro triste que mostra, ainda, um governo que faz água por todos os lados e um mandatário arrogante, prepotente, completamente fora de órbita, que negligenciou, durante todo seu mandato, a principal necessidade do povo que é a saúde.

A educação, pilastra importante para o desenvolvimento de uma nação foi deixada a planos inferiores, dando prioridade a negociatas políticas para sobrevivência de poderosos que há anos sugam o sangue da população. Com isso, nossos jovens ficaram órfãos da sabedoria e de sua disseminação.

A economia, com inflação acima de 10%, com perto de 14 milhões de desempregados e perto de 20 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da miséria, são outros exemplos de incompetência dessa gestão, como disse, que prioriza negociatas com o Congresso Nacional tendo, á frente, as raposas que comandam o orçamento público.

É por isso que Jair Bolsonaro vem derretendo nas pesquisas de opinião pública e aumentando sua rejeição junto à população. E o que ele diz sobre isso? O povo sabe o que faço.

Enquanto isso, Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção e libertado pelo apadrinhamento no Supremo Tribunal Federal, mantém dianteira na campanha á Presidência da República. Outro desastre para a população brasileira.

 

 

Em recente artigo, publicado aqui no Paraná Portal, o senador Oriovisto Guimarães traça um perfil efetivamente desastroso sobre o governo Bolsonaro. Segundo ele, os números falam mais alto do que qualquer discurso político ideológico.

Em janeiro de 2019, quando o presidente Jair Bolsonaro assumiu a presidência da República do Brasil, um dólar norte-americano estava cotado a R$3,76. Hoje, 20 de setembro de 2021, o mesmo dólar comercial está sendo negociado por R$5,32, um aumento de 41,49%. Na mesma data, janeiro de 2019, uma cesta básica em São Paulo custava para o comprador 707,08 e representava 70,8% do salário-mínimo, que era de R$ 998,00.

No fim de agosto de 2021, a mesma cesta básica estava custando R$1.077,01, que equivale a 97,9% do salário-mínimo, agora de R$1.100,00, conforme dados do Núcleo de Inteligência do Procon-SP. A cesta básica subiu 52,3% enquanto o mínimo aumentou 10,2%.

Em janeiro de 2019, o total da dívida pública bruta interna era de 3 trilhões e 744 bilhões de reais. A projeção dessa mesma dívida para janeiro de 2023, quando terminará o mandato de Bolsonaro, é de 6 trilhões e 41 bilhões de reais (PLOA 2022), um impressionante aumento de 76,3%. A variação do IPCA em 2018 foi de 3,75%. A variação desse mesmo índice nos últimos 12 meses do governo Bolsonaro está em 9,68% (referência agosto/2021), um índice maior do que o dobro que aquele que recebeu.

No primeiro ano do governo Bolsonaro, 2019, o PIB do Brasil cresceu, medíocres, 1,4% e atingiu a R$7,3 trilhões. Em 2020, tivemos a pandemia da covid-19, e o PIB brasileiro caiu, em valores reais, 4,1% em relação a 2019. Para 2021 e 2022, o IPEA projeta um crescimento do PIB de 4,8% e 2%, respectivamente.

O que se observa é que o tamanho da economia, que encolheu em 2020 por conta da pandemia, voltará a seu tamanho de antes da pandemia, com um crescimento real em 2021 de apenas 0,53%, pois a taxa de crescimento de 2021 se dá sobre uma base menor, a de 2020. E para 2022, essa taxa de 2% é tida como a hipótese mais otimista, pois alguns analistas projetam números ainda menores. É claro que, no período de 2019 até o final de 2022, coisas boas já aconteceram e outras ainda acontecerão, como o bom desempenho do agronegócio. Porém, os números acima refletem os resultados de todos os fatos, os bons e os ruins. Mesmo descontando tudo o que o governo teve que gastar por conta da pandemia, como auxílio emergencial e outros, ainda assim o desempenho de nossa economia foi medíocre.

Outros países foram igualmente afetados pela pandemia, mas seus resultados foram melhores que os nossos, ressaltando que a condução do combate da crise sanitária pelo Governo Federal foi um desastre, com três trocas de ministros da Saúde após o início da pandemia, portanto com quatro gestores da pasta, chegando atualmente a quase 600 mil mortos.

Neste terceiro ano de governo Bolsonaro, é forçoso admitir que o país teve e segue tendo o azar de ser acometido pela pandemia, mas não é somente azar. Vemos também uma enorme incompetência administrativa, de um governo que se entregou ao Centrão, não soube negociar com os outros poderes da República e criou crises desnecessárias, para depois pedir desculpas a seus inimigos prediletos.

Aliás, a incapacidade administrativa se revela na constante mudança da equipe, com as muitas trocas de ministro no curto espaço de três anos. Estamos no quarto ministro da Educação, a Casa Civil mudou várias vezes de titular, além da administração nada exemplar nos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores.

As tão esperadas reformas, tributária e administrativa, até hoje não saíram do papel. A reforma da previdência aprovada ficou longe do ideal, mas, reconheça-se, foi feita. Vivemos um novo aumento dos impostos. O IOF já foi aumentado e o governo propõe a criação de novo imposto com a reforma do Imposto de Renda.

Uma reforma ampla e simplificadora de nosso sistema tributário nunca foi proposta pelo governo. A incompetência tem um preço alto e nós, povo brasileiro, teremos que pagá-lo nos próximos anos. O governo Bolsonaro caracteriza-se como um caso raro na política, onde a incompetência resolveu reinar de braços dados com o azar”.

 

 

 

 

 

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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