Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Denúncia de carta marcada em licitação de aeronaves

 Mais uma vez o Governo do Estado ignora denúncias de parlamentares sobre ações que podem suspeitar benefíci..

Pedro Ribeiro - 23 de setembro de 2016, 09:09

 

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Mais uma vez o Governo do Estado ignora denúncias de parlamentares sobre ações que podem suspeitar benefícios direto a empresas ou políticos na prática do toma lá, dá cá. A Secretaria da Saúde, acaba de lançar pregão eletrônico – licitação número 76.416.866/0001 GMS número 1088 para contratação de serviços e atendimento aeromédico do Paraná. Tais aeronaves devem possuir as seguintes características: asas fixas (turbo hélice e a jato) e asas móveis (helicópteros).

A iniciativa do governador Beto Richa seria altruística e louvável, se não pecasse em alguns procedimentos que rezam as regras para a contratação de tais serviços e que colocam em dúvida os requisitos de exigência técnica da empresa a ser contratada, dando sinais de que o dedo aponta para um único horizonte. A denúncia é do deputado estadual, Requião Filho (PMDB).

Na cotação de preços para instrução do processo licitatório já podemos ver indícios de que os custos serão bem acima da demanda. No preço por hora de voo com garantia de mínimo de horas é possível verificar que a conta não bate: o governo exige a contratação de três helicópteros – cada um deve custar R$ 3 milhões – para um total mensal de 180 a 150 horas de voo, o que não é necessário se os serviços estão direcionados para Londrina, Maringá e Cascavel. Em Londrina, o governo já possui aeronave similar e o tempo de voo não passa de 10 minutos até Maringá e de Maringá a Cascavel são outros 15 a 20 minutos.

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A empresa também deverá fornecer e demonstrar capacitação de operação diurna simultânea de três aeronaves de asa rotativa situada nos municípios de Londrina (nesta cidade o próprio governo já possui e opera com um helicóptero), Maringá e Cascavel, além de capacidade de reserva técnica (aeronave de substituição) para viabilizar disponibilidade integral das três aeronaves o que, a contar por horas mínimas, que serão pagas pelo próprio governo, não justificam em função da demanda.

Ao que parece, existe, no estado, uma única empresa capaz de operar dentro das exigências do edital de licitação e fica hospedada no Aeroporto do Bacacherí, em Curitiba. É a Helisul.pedro.ribeiro