Joice Hasselmann, tiririca de saia, tem muito o que aprender na Câmara Federal a começar pela ética

Pedro Ribeiro


 

No Paraná, onde alternava seu trabalho em rádio e na sua empresa de assessoria de imprensa, atendendo de empresas a políticos, a jornalista Joice Hasselmann foi a campeã de marketing pessoal, como fez também em sua passagem pela Veja, Jovem Pan e agora como deputada eleita. Sempre arrumando confusão, pois seu ego é bem maior que sua competência, sem falar na ética profissional, que não tem.

Dia desses vi sua entrevista ao repórter Roberto Cabrini e confesso que, mais uma vez, fiquei decepcionado com a jornalista e com a profissão de jornalista. Só falou mentiras e bobagens. Joice tem pendengas no Sindicato dos Jornalistas do Paraná, onde foi acusada de plagiar perto de 90 matérias, ou seja, usava o trabalho de colegas em seu blogue e assinava como se fossem suas.

Joice também usava matérias (notícias) feitas pelos colegas jornalistas da Band News Curitiba, onde trabalhava, e postava em sua página da internet como se fosse de sua autoria, causando nojo na rapaziada que labutava no dia a dia, amassando barro nas ruas. Era um horror, contam nossos amigos que torcem o nariz só em ouvir falar em seu nome.

Ousada, não tiramos este mérito, como também não podemos dizer que não se trata de uma pessoa corajosa mas, acima de tudo, oportunista, que passa por cima de tudo e de todos para obter sucesso. Se posicionou de direita, encostou em Bolsonaro e aproveitou a onda. Foi eleita em São Paulo, porque no Paraná não tem vez.

Tiririca de saia já vem falando pelos cotovelos sobre o que vai fazer na Câmara Federal sem qualquer conhecimento de como funciona o legislativo nacional. Vai ser uma Gleisi Hoffmann, vai arrumar confusão e vai, literalmente, apanhar muito, além de ser ignorada por muitos. Mais atrapalhará do que ajudar o presidente Jair Bolsonaro. Podem apostar.

Fiz essas observações depois de ler nota do jornalista Limongi, profissional com passagens pelo Globo, TV-Brasilia, Última Hora de Brasilia, Ministério da Justiça, Senado Federal e Universidade de Brasília. Com conhecimento ele fala o seguinte sobre a “fera”:

A deputada federal eleita, jornalista Joice Hasselmann (Correio Braziliense – 15/11), chega falando grosso. Chutando o balde. Atirando a esmo. Metendo os pés pelas mãos. Arvorada em porta-voz do protesto. Contra férias do legislativo e do judiciário no recesso, e contra o aumento salarial aos ministros do STF. Não é assim que se faz boa política. Subestimando, generalizando e dando caneladas em políticos experientes e conhecidos. Reeleitos ou eleitos, como ela. Joice tem muito que aprender na Câmara e no Congresso Nacional. Claramente, pelo tom destemperado e agressivo, a deputada mais votada na história do país, quer mostrar serviço ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. Bom proveito. Mas com pedradas nos outros só planta dificuldades para o futuro Chefe da Nação colher mais tarde. Com o tempo aprenderá que o exercício da política é fascinante. Mas espinhoso. É como a estrada da vida. Tem mão e contra-mão. Sem diálogo não se obtém a convergência de ideias e objetivos que atendam aos interesses coletivos. Menos, Joice, menos”.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal