70 municípios paranaenses gastam menos com saúde por habitante

Pedro Ribeiro


 

Dia desses alertamos sobre os problemas que os novos governos – estaduais e federal – vão ter na área da saúde pública. No caso paranaense, até o momento, não vimos nenhum programa ou ação de governo no sentido de tranquilizar a população, principalmente com o atendimento aos pacientes que procuram socorro na rede hospitalar pública ou centros de atendimento do SUS. Também registramos os valores aplicados pelos gestores nos municípios e agora temos um relato preciso do Conselho Federal de Medicina.

Levantamento do Conselho Federal de Medicina indica que o valor médio do montante aplicado por gestores municipais em todo o Brasil foi de R$ 403,37 no ano de 2017.

Setenta dos 399 municípios paranaenses apresentaram gastos em saúde por habitante abaixo da média nacional de R$ 403,37 no ano de 2017. É o que mostra levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), que analisou as contas da saúde declaradas no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde, e calculou o valor médio aplicado pelos gestores municipais com recursos próprios em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS).

Entre os municípios menores (em termos populacionais), a despesa per capita é proporcionalmente maior. Nas cidades do Estado com menos de cinco mil habitantes, as prefeituras gastaram, em média, R$ 870,13 na saúde de cada cidadão, ante R$ 779,21 no âmbito nacional. No cálculo envolvendo todos os 399 municípios, o valor foi de R$ 609,55, cerca de 50% acima da média verificada em todo o País.

Em geral, os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram uma maior participação no financiamento do gasto público em saúde, consequência, principalmente, de sua maior capacidade de arrecadação. 

Ranking nacional

Entre os mais altos valores per capita no ano de 2017, estão os das duas menores cidades do País. Com apenas 839 habitantes, Borá (SP) lidera o ranking municipal, tendo aplicado R$ 2.971,92 para cada um dos 812 munícipes. Em segundo lugar, aparece Serra da Saudade (MG), cujas despesas em ações e serviços de saúde alcançaram R$ 2.764,19 por pessoa. No Paraná, o município com o valor mais alto foi São Pedro do Paraná, que gastou R$ 1.604,78 com cada um de seus 2.443 habitantes.

Na outra ponta, entre os que tiveram menor desempenho na aplicação de recursos, estão três cidades de médio e grande porte, todas situadas no estado do Pará: Cametá (R$ 67,54), Bragança (R$ 71,21) e Ananindeua (R$ 76,83). No caso paranaense, o município que apresentou o menor gasto por habitante foi Almirante Tamandaré, com R$ 219,00.

Entre as capitais, Campo Grande (MS) assume a primeira posição, com gasto um anual de R$ 686,56 por habitante. Em segundo e terceiro lugares aparecem São Paulo (SP) e Teresina (PI), onde a gestão local desembolsou, respectivamente, R$ 656,91 e R$ 590,71 por habitante em 2017. A cidade de Curitiba (PR) aparece em nona posição, com R$ 468,27.

Em desvantagem, estão situadas Macapá (AP), com R$ 156,67; Rio Branco (AC), com R$ 214,36; e Salvador (BA), com R$ 243,40 por pessoa.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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