A aeronave que tirou a vida dos jogadores da Chapecó

Pedro Ribeiro


 

Também com tristeza escrevo sobre o trágico acidente que tirou a vida de centenas de jovens atletas brasileiros da Chapecoense nas montanhas de Medelin, na Colômbia. Nossa observação é sobre a aeronave venezuelana, com 17 anos de uso, que se transferiu para a Bolívia e passou a ter o registro CT 2933. Com capacidade para 90 lugares, o avião, fabricado por uma indústria bélica britânica foi usado pela Força Aérea da França antes de se transferir para a Lania, da Venezuela. De acordo com autoridades da Bolívia, a aeronave, que fazia voos charter, principalmente pela Commenbol, estava em perfeitas condições, porém, ninguém ainda respondeu se estava com manutenção em ordem.

Há, também, informações de que o próprio comandante e dono da empresa Mesaba é quem pilotava a aeronave. Nelson Lambach, especialista em aviões, comenta que o piloto saiu do radar logo após realizar manobras para o poso em Rio Negro, 40 km de Medelin, numa região bastante montanhosa onde a altitude mínima para início dos procedimentos de descida é de 12 mil pés (em Curitiba é de apenas 2 mil pés). Segundo ele, o avião teria descido a montanha e virado de dorso pois os estabilizadores das asas estão para cima e, a princípio, os indícios era de problema elétrico. O avião não explodiu porque, provavelmente, o comandante deixou vazar o combustível.pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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