A água bate no nariz e Curitiba fica em estado de alerta com a covid

Pedro Ribeiro

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O Paraná Portal, através de suas editorias de saúde e política, vem alertando há vários dias sobre o aumento do número de casos e mortes pela Covid-19 no Paraná. Em entrevista ao jornal, o ex-secretário da Saúde e deputado estadual, Michele Caputo, também se posicionou de forma preocupante em relação à pandemia e pediu a rápida liberação de leitos hospitalares para atender as pessoas enfermas. A própria de Saúde do município de Curitiba, Márcia Huçulak, também veio a público se manifestar sobre o elevado número de casos e chegou a dizer que o curitibano havia flexibilizado ou se descuidado sobre as recomendações dos órgãos sanitários.

Nesta sexta-feira, várias entidades que integram os sistemas públicos e privados de saúde emitiram um documento à população – Curitiba em Estado de Alerta – onde tentam conscientizar a população sobre a necessidade dos cuidados básicos, como o distanciamento social o isolamento e usos de equipamentos de segurança, como máscaras e álcool em gel. Apesar dos esforços das autoridades da área da saúde, o que vemos são dezenas e centenas de jovens se reunindo em bares – sem o uso de máscaras – que se fossem semi-deuses e que jamais seriam vítimas da doença.

Um exemplo claro e desobediência ou falta de preocupação está na calçada e dentro dos alguns bares localizados na rua Coronel Dulcídio, em frente ao prédio da Copel, no bairro do Batel, em Curitiba. Ali o festerê vai até de madrugada e ninguém parece se preocupar com a pandemia e suas conseqüências. Estes jovens até podem pegar a doença e, com certa facilidade, devido à idade, terem cura em dois a três dias, sem precisar internamento hospitalar. O que eles não levam em conta é que, de uma forma ou outra, podem transmitir a pessoas da família que estão no grupo de risco. Ai as conseqüências são danosas.

Curitiba em Estado de Alerta

As entidades que integram os sistemas público e privado de assistência à saúde de Curitiba alertam à população da cidade e dos demais municípios da Região Metropolitana, que também depende da assistência médico-hospitalar da capital, para o atual cenário da pandemia da Covid-19. Vivemos um mês de avanço muito rápido da doença na cidade.

O sistema de saúde público e privado passa por um momento grave com sobrecarga dos Pronto Atendimentos e com disponibilidade de leitos chegando ao seu limite. Nossas UTIs estão lotadas e quanto mais gente é salva da doença, mais ocupados ficam esses leitos.

Estamos internando pacientes nas unidades de Pronto Atendimento por falta de leitos nas enfermarias e quartos dos hospitais. Você ou algum conhecido seu pode ser infectado, precisar de um internamento e ficar sem atendimento se essa situação permanecer assim! O principal motivo do avanço da doença foi o relaxamento no comportamento das pessoas.

As pessoas perderam o medo da doença. As pessoas não se importam em contaminar outras pessoas, contando que se sintam bem. As pessoas querem “aproveitar a vida” e ignoram a morte. Se o comportamento de cada cidadão não mudar, os casos de contaminação e morte baterão nas portas de todas as residências da cidade e deixarão marcas em todas as nossas famílias, sem distinção. Por isso, as entidades que assinam esse manifesto pedem que cada pessoa, de forma consciente e responsável, siga rigorosamente as medidas de prevenção e cuidados para o controle da COVID-19.

1.Sempre que puder, fique em casa. 2. Se precisar sair, use a máscara de forma correta durante todo o tempo de permanência na rua ou em locais públicos. 3. Lave constantemente as mãos e use álcool em gel. 4. Mantenha o distanciamento social. 5. Não entre em locais com muita gente, inclusive supermercados. 6. Evite qualquer tipo de aglomeração, especialmente em frente a bares. 7. Só frequente lugares que estejam adotando as medidas sanitárias exigidas, como uso de álcool em gel, uso de máscaras, distanciamento social, ambiente ventilado e lotação reduzida. 8. Se sentir qualquer sintoma da doença, fique em isolamento total em casa. 9. Se realizar qualquer teste da doença, aguarde o resultado em isolamento total em casa. 10.

Se for diagnosticado da doença, cumpra integralmente todo o período de isolamento, mesmo quando os sintomas melhorarem.

Não espere pela vacina para o controle da doença. Mesmo quando ela chegar, não garantirá a imunização de 100% da população. Só o seu comportamento responsável é capaz de controlar o avanço acelerado da COVID-19. E esta não é a “segunda onda” da doença no Brasil, como está acontecendo nos países da Europa. Esse é o tsunami que se formou da primeira onda e muita gente preferiu estar na praia. Se você já passou pela doença ou conhece alguém próximo que já foi contaminado ou que, infelizmente, chegou a falecer nos ajude a conscientizar as pessoas para que cada um assuma a sua responsabilidade e o seu protagonismo no combate à COVID-19.
Unimed Curitiba Dr. Rached Hajar Traya, diretor-presidente Associação Médica do Paraná Dr. Nerlan Carvalho, presidente Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (FEHOSPAR) Rangel da Silva, presidente Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (SINDIPAR) Flaviano Feu Ventorim, presidente Associação dos Hospitais do Estado do Paraná (AHOPAR) Marcia Rangel de Abreu, presidente Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba Márcia Cecília Huçulak.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal