A bela mulher e o patinho feio no governo

Pedro Ribeiro


 

A posição da governadora Cida Borghetti em relação à prisão do ex-governador Beto Richa e parte de seu grupo político, onde diz que não compactua com atos ilícitos, mostra seu amadurecimento político, o que reflete em suas posições em busca de um Paraná passado a limpo e melhor para se viver, principalmente sem corrupção. Como não há nenhuma citação de envolvimento de seu nome nestes dois casos – licitação da PR 323 e Patrulha do Campo, além da Operação Quadro Negro e da delação de Nelson Leal Junior, do DER – Cida Borghetti disse que seguiria seu caminho em busca da vitória de cabeça erguida, como fez durante comício nesta terça-feira, em Santa Felicidade, onde reuniu perto de seis mil pessoas, a maioria liderança e ex-lideranças políticas.

A cada situação surgida com envolvimento em corrupção em seu governo de ex-assessores de Beto Richa, Cida foi eliminando, um por um. O principal e um dos primeiros foi Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete de Richa e uma espécie de “primeiro-ministro” no governo, com cargo de diretor na Copel. Depois foram outros, envolvidos ou não em corrupção, mas que não se alinharam ao seu estilo de trabalho ou que ainda estavam a serviço do ex-governador com vistas à sua candidatura ao Senado Federal. E não foram poucas horas de reunião com seu marido, o deputado federal, Ricardo Barros, para expurgar Richa de uma vez como fantasma do Palácio Iguaçu, principalmente pelas denúncias de envolvimento em falcatruas. A que mais pesou foi no desvio de dinheiro público das escolas.

Cida, no governo Richa, embora sendo vice-governadora, era o “patinho feio” para o grupo político de Beto Richa, enraizado no governo desde a Prefeitura de Curitiba. Em muitos casos, o chefe de gabinete do governador, Deonilson Roldo, não permitia que ela participasse de determinadas reuniões e até mesmo de viagens pelo Estado em aviões do Governo. Cida, cá para nós, engoliu muitos sapos no Governo Richa. O próprio ex-secretário de Comunicação Social, Marcelo Cattani, hoje marketeiro de sua campanha, a impedia de sair na imprensa. Não foram dias fáceis ou de glória para a ex-deputada estadual, ex-deputada federal e uma das lideranças políticas femininas do Paraná, Cida Borghetti, no governo anterior.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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