A cada 4 minutos uma mulher é vítima de violência

Pedro Ribeiro



A Assembleia Legislativa do Estado do Paraná vem desenvolvendo um trabalho de fôlego em relação à violência contra a mulher, tema sensível que choca a sociedade. Segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde,  a cada 4 minutos uma mulher é vítima de violência e 13 acabam morrendo por dia no Brasil. Em 2018, mais de 145 mil casos de violência (física, sexual, psicológica e de outros tipos) foram registrados no país em que as vítimas sobreviveram.

Em 2017 foram registrados 4.936 assassinatos de mulheres . Quem afirma é a ex-secretária nacional do Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres da Presidência da República, Aparecida Gonçalves. Isto representa uma média de 13 homicídios por dia, o maior número em uma década, sendo que a maior parte das vítimas (66%) é negra, morta por armas de fogo e dentro de casa. “Temos que repensar o armamento, porque as mulheres são as principais vítimas”, afirmou.

Com relação ao estupro, foram 49.497 casos registrados pela polícia e 22.918 notificações no Sistema Único de Saúde, o que dá uma margem de 135 estupros por dia. “Porém, os números podem ser bem maiores porque, estima-se que, só 10% dos casos são registrados. Baseado neste índice temos de 300 a 500 mil estupros por ano que não são registrados ”, observou a ex-secretária.

Sobre violência doméstica são 535 mulheres vítimas de agressão física a cada hora, dando nove por minuto. “E se trabalharmos a não denúncia são 12 milhões de mulheres vítimas de violência verbal, insulto, humilhação e xingamentos. Dados que não estão registrados, porque os insultos acontecem em qualquer lugar. Mas são detalhes simples que não são registrados, mas precisam ser trabalhados”, alertou.  Para ela, os quatro pilares da política de enfrentamento à violência são: trabalhar a prevenção aliada com educação, garantir o atendimento às vítimas, combater a impunidade efetivamente e garantir os direitos que as mulheres possuem.

Estes e outros dados foram apresentados durante o seminário “Políticas Públicas para as Mulheres: Conquistas e Desafios”, realizado nesta segunda-feira (02), no Plenarinho da Assembleia Legislativa do Paraná. “Está insustentável. Precisamos repactuar compromissos, resgatar políticas públicas que salvem a vida das mulheres e que previnam essa violência”, afirmou a deputada Luciana Rafagnin (PT), vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná e propositora do

 

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.