A campanha de João Arruda sobre confronto na praça e a queda de Lula nas pesquisas

Pedro Ribeiro


A campanha na televisão do candidato da oposição, ao Governo do Estado, João Arruda (MDB), caiu como uma bomba nos “bunks” dos candidatos atingidos, Cida Borghetti e Ratinho Junior que encaminharam pedidos ao Tribunal Regional Eleitoral na tentativa de retirar o vídeo do ar. No recado aos seus eleitores, Arruda e sua vice, a professora Eliana Cortez, mostram o “massacre” de 29 de abril de 2015, quando a polícia militar entrou em confronto com professores e manifestantes na Praça Nossa Senhora da Salete, em frente ao Palácio Iguaçu e Assembleia Legislativa.

Na lembrança, o candidato acusa o governo Beto Richa e sua então vice-governadora, hoje candidata, e o secretário de Desenvolvimento Urbano, também hoje candidato, Ratinho Junior. São cenas fortes. Arruda também mostra no vídeo, a sede da Secretaria de Segurança Pública que fica atrás do Palácio Iguaçu. Assessores da governadora Cida Borghetti e do deputado Ratinho Junior criticam a postura do candidato emedebista, afirmando que esta campanha deveria ser propositiva e não de ataques, porque o objetivo é atender à demanda do Paraná e dos paranaenses.

A Justiça Eleitoral, que recusou pedidos dos candidatos ofendidos, também vetou a governadora e candidata, Cida Borghetti, de participar de audiências públicas sobre o pedágio, como vem fazendo antes mesmo de iniciar a campanha. O veto é em resposta a ação movida pela coligação Paraná Inovador, encabeçada pelo candidato Ratinho Junior (PSD). 

De acordo com a juíza auxiliar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR), Graciane Lemos, o não cumprimento da determinação resultará na apliação de multa de R$ 100 mil por publicação em páginas/perfis das redes sociais da coligação Paraná Cidade, encabeçada por Cida Borghetti.

Lula perde

Na pesquisa da FSB para o banco BTG, divulgada nesta segunda-feira e publicada (trechos) pela Coluna Estadão, mostra que, na intenção de votos espontânea, Lula saie de 26% para 21%, fora da margem de erro. A queda coincidiu com a decisão do TSE sobre a candidatura (a pesquisa, telefônica com 2.000 eleitores, foi colhida integralmente no sábado e no domingo).

No cenário estimulado sem o ex-presidente, Marina Silva sofreu uma forte queda em uma semana, de 15% para 11%, num sinal de que começa a perder votos que migram de Lula. Jair Bolsonaro oscila dois pontos para cima e vai a 26%, e agora é seguido de Ciro Gomes, que cresceu 3 pontos e foi a 12%, empatado tecnicamente em segundo lugar com Marina e Geraldo Alckmin, com 8% (um a menos que na semana passada). Fernando Haddad ainda não se beneficia dos votos de Lula: oscilou um ponto para cima, de 5% para 6%. (Coluna EstadãoV.M.).

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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