A corrupção e os inocentes. Um país com nervos à flor da pele e desgovernado

Pedro Ribeiro


 

 

A corrupção, envolvendo políticos no Brasil, vem ultrapassando os limites da moralidade e sangrando de morte o coração dos brasileiros que, se não pagar a conta da luz, do telefone, ou mesmo o Imposto de Renda, sofre todos os tipos de punição, sem foro, sem choro e muito menos sem Supremo Tribunal Federal. No exercício da profissão e principalmente da cidadania, tenho acompanhado diuturnamente os acontecimentos no âmbito da Operação Lava Jato que tem tudo para passar o Brasil a limpo e nos livrar desse cancro que impede o crescimento e desenvolvimento da Nação e oxigena a violência e o crime.

O que os jornais, portais e a televisão vêm nos mostrando são cenas de horror onde, por exemplo, o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que prega ser o homem mais honesto do mundo, não passa de um jacaré que se transformou em crocodilo, tão grande virou sua boca e garganta pela propina.  O depoimento é de seu amigo, o empreiteiro Emilio Odebrecht, que beneficiou seu filho, deu mesada para seu irmão, pagou reforma em seu sitio, apartamento e derramou milhões de dinheiro em palestras com fundo de interesses para ampliar seus negócios.

Pois a longa travessia de Lula, da roça, no sertão pernambucano, à Presidência da República, poderá encontrar uma trágica barreira em Curitiba. Com ele, um pelotão de corruptos, a maioria do PT, que venderam o país através de aconchavos no Congresso Nacional em troca de Medidas Provisórias para beneficiar grandes empresas, enquanto o país ainda carece de impulso na educação, na saúde, na segurança pública e outras áreas sociais, principalmente habitação.

Para se ter uma ideia do tamanho da safadeza  dos 76 investigados da lista do ministro Edson Fachin mais de 40% trata-se de cobrança de pagamentos ilícitos com contratos junto ao poder público.

São deputados, senadores, governadores e ministros. A maioria envolvida com recebimentos de grandes volumes em dinheiro da Odebrecht, como caixa dois para campanhas.  Hilário é que todos têm apelidos e está tudo registrado em banco de dados na Suiça. Como disse Lula e os demais envolvidos que querem ver provas, pelo jeito terão.

Assistindo ao noticiário da televisão sobre a corrupção, delação e envolvimento de meio mundo, fica difícil saber como isto terminará. A maioria absoluta dos denunciados tem, na ponta da língua, a resposta: isso é ilação; tudo foi declarado e aprovado pelo Tribunal Eleitoral; não sei de nada; vou provar minha inocência e assim por diante.

Até mesmo o presidente Michel Temer disse que “jamais colocaria minha biografia em risco”.  Vamos ver no que dá, principalmente dia três de maio, quando Lula prestará depoimento ao juiz federal, Sergio Moro, em Curitiba.

O Brasil precisa seguir seu rumo, com reformas política, previdenciária e trabalhista. Mas, no andar da carroça, estamos desgovernados.pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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