Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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A credibilidade das pesquisas e a simulação para o segundo turno

  Numa discussão saudável sobre política, embora o tom de voz subia quando o ataque era de dedo em rist..

Pedro Ribeiro - 30 de setembro de 2018, 10:09

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Numa discussão saudável sobre política, embora o tom de voz subia quando o ataque era de dedo em riste, não chegamos a nenhuma conclusão sobre pesquisas de opinião pública, a não ser o que todo mundo pensa e já sabe, ou, que ela existe e que para uns é boa e para outros péssima. Todos tem pés atrás.

Três para cima ou três para baixo, regra básica para tentativa de acerto e erro, a pesquisa tem tirado o sono dos brasileiros nos últimos dias, seja dos paranaenses ao Governo do Estado e ao Senado ou dos brasileiros com a guerra escancarada entre Bolsonaro, Haddad e principalmente Alckmin, que deixou a campanha de lado para agredir o líder até o momento das pesquisas.

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No Paraná, Ratinho Junior lidera, segundo as pesquisas, com 44% (última do Ibope), seguido de Cida Borghetti, com 17%, João Arruda com 10% e Dr. Rosinha, que poderá ser o diferencial da campanha para levá-la ao segundo turno, com 6%. Se Arruda crescer 3% e Cida também 3% é provável que teremos a continuidade da campanha.

Arruda não acredita nas pesquisas e Cida acha que houve manipulação. Ogier Buck, alijado do processo, ou do debate na TV (RIC), pede impugnação do levantamento na tentativa de mostrar que os números não batem. Ratinho Junior vai na mesma toada, embora mais agressivo, esperando os dias passar Para tentar levar no primeiro turno.

Voltamos ao “debate” já com um pouco de sangue nos olhos de alguns (me incluo). Bem, diz um dos presentes à roda, se houver segundo turno, pelas ditas ou malditas pesquisas, Ratinho Junior vence os três candidatos que o seguem. Não é bem assim, diz outro, porque no segundo turno é outra eleição.

Putz, se é outra eleição, por que as pesquisas mostram simulações em segundo turno. Em nível nacional, Bolsonaro perde até para o tiririca no segundo turno e, é claro, que haverá segundo turno, com o crescimento – segundo as pesquisas – de Haddad e a embolada entre Alckmin, Ciro Gomes e um pouco mais abaixo, derretendo, Marina Silva.

Nesta pesada discussão ou exercício da mente, como diz uma  socióloga amiga, alguém disse que o clima estava passando dos limites e que era melhorar esperar o dia seguinte do sete de outubro para voltar à discussão. Graças que havia, nas proximidades, uma voz coerente ao  observar, com propriedade, que a gritaria não levaria a lugar algum.