A educação sob o comando da estupidez

Pedro Ribeiro


 

Por concordar com tudo o que o leitor da coluna, Lourival Mendes Annenberg, escreveu neste artigo e me enviou com exclusividade, vou publicar na integra. Ele está coberto de razões e suas palavras devem servir como alerta ao novo governo que promete uma educação eficiente em nosso país.

Não é possível que tanta estupidez se reproduza em manifestações de concordância e apoio nas redes sociais a esse ministro pateta da Educação que parece o Idiota da obra de Dostoievski transportado a um ambiente que lhe foge da percepção e do controle. Não é possível que a racionalidade seja subjugada nessas manifestações de apoio apenas movida pelo ódio incontrolável contra a esquerda e pelo sentimento antipetista, porque este governo representa seu oposto. É por demais caricato que essa revolta e esse instinto de agressão incontroláveis aproxime estas manifestações bolsonaristas das mesmas paixões insanas e irracionais que antes estavam sob a tutela de petistas e do sindicalismo populista que dominou o País por 16 anos.
Esse ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues, é uma usina de idiotias que transbordam em declarações estapafúrdias e doentias toda a vez em que ele abre a boca, sempre com a arrogância pretendida de um gênio do pensamento, protegido sob o manto da loucura que se reveste de filosofia, capitaneada pelo guru extremista Olavo de Carvalho. É assustador saber que a Educação de um País esteja entregue a gente com essa qualificação e que ainda assim, as besteiras e excrescências que ele produz encontrem ressonância diante de uma malta raivosa a quem o discernimento está sendo devorado aos poucos sem que ela perceba.
Esse ministro da Educação já deu por demais demonstrações de estupidez em suas veredas de pensamentos insanos, em sua pronúncia arrevessada de quem vive há anos no País e nem sequer se deu ao trabalho de dominar a Língua Portuguesa. Já declarou que o brasileiro tem má índole, que rouba equipamento de salva-vidas que ficam sob assentos de aviões, já falou outras tantas sandices e agora, como pérola, determina às escolas brasileiras para que alunos cantem o hino nacional vigiados por filmagens a serem remetidas ao MEC. Depois, com a repercussão negativa de toda a sociedade, volta atrás e se faz de rogado.
Não é possível que os eleitores antipetistas tomados de fervores religiosos contra uma ideologia de esquerda, ainda que tenham lá suas razões, se deixem seduzir e apoiar por decisões extremadas, perigosas, fascistas como esta que propôs o ministro e que ainda manifestem apoio a ele nas redes sociais. Antes disso, deveriam cobrar do governo para que ele acione o serviços de remoções, vista uma camisa de força e interne esse sujeito de vez em algum hospício, onde deveria estar em companhia de outros colegas, como Ernesto Araújo, das Relações Exteriores e Dalmares Alves.
É uma vergonha e uma tragédia para o País a presença de malucos como esses à frente de ministérios, e o que mais assusta é que cidadãos de bem, revoltados com os desmandos e crimes que o sindicalismo petista e populista cometeram no poder, por este motivo esteja alimentando e endossando uma situação surreal como esta. E esse ministro só deve ter voltado atrás em, sua decisão porque recebeu puxão de orelhas de militares que estão em cargos importantes do poder, como fez questão de manifestar o vice-presidente, general Hamilton Mourão, em entrevistas que deu.
Será que o ódio, a revolta, a indignação justificada que a sociedade brasileira tem em relação ao petismo e à sua farsa pretensão de uma farsa de governo socialista, vai continuar ainda sendo o combustível para que apoiadores do atual governo sejam condescendentes com tanta estupidez, com tantas aberrações, com tantas idiotias que esses ministros aparvalhados cometem? Não imaginam que são eles que desgastam um governo que, bem ou mal, goste-se ou não, está procurando fazer a coisa certa, do seu jeito?
Ou vão continuar estupidamente dando respaldo à estupidez, à indigência intelectual?
O Brasil já cansou de ser enxovalhado!

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal