A estratégia do Podemos Mulher no Paraná

Pedro Ribeiro


 

Pensativa nas palavras, prudente nas respostas e conhecedora de assuntos do poder público e de política partidária. Foi o que pude observar quando entrevistei, esta semana, a administradora de empresa, bacharel em direito, diretora executiva da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e presidente do Comitê do FI-FGTS, Suzana Leite. Agora, também, presidente do Podemos Mulher no Paraná. “Aceitei o convite feito pelo empresário e presidente do partido, Joel Malucelli, para presidir o Podemos Mulher porque tenho certeza de que esse grupo, liderado pelo senador Alvaro Dias, é efetivamente comprometido com as causas do país e principalmente com o povo brasileiro”, disse.

A partir de fevereiro de 2018 Suzana Leite e suas diretoras do Podemos, Maria Silvia Calixto e Regina Conônico, estarão visitando todos os 399 municípios paranaenses onde, provavelmente, o partido terá montado suas executivas para disputar cargos nas Câmaras Municipais, Assembleia Legislativa e Câmara Federal, além do Senado. “O Podemos é diferenciado, porque procura o diálogo com a sociedade. Nada é imposto, mas discutido com lideranças da sociedade civil. É por isso que acredito no partido e especialmente na liderança do nosso candidato à Presidência da República, Alvaro Dias”.

Como diretora executiva da União Geral dos Trabalhadores (UGT) no Paraná, Suzana Leite pretende mostrar aos sindicalizados e entidades representativas da organização, que o Podemos é um partido com intenções claras de mudanças no Brasil. Somente no Paraná são mais de um milhão de filiados. “Nossa central é eclética, sem radicalismo, portanto, constituída por cidadãos conscientes de seus deveres, suas responsabilidades e comprometimento com os sindicalizados e com o crescimento e desenvolvimento da Nação”.

Reformas

Embora acredite que as reformas trabalhistas e previdenciária devam acontecer no país, Suzana Leite questiona a forma de sua condução: sem diálogo com a sociedade, o que é péssimo. No caso da previdência, diz ela, é preciso conversar, discutir, com o grupo de magistrado, com trabalhadores rurais e o próprio poder público. Infelizmente nada disso está sendo feito e “estamos recebendo um pacote aprovado por moeda de troca no Congresso Nacional”, observou.

Suzana avalia como ruim o quadro político brasileiro e acha que a Operação Lava Jato acabou exagerando na dose com excesso de mídia. Para ela, a sociedade brasileira não está preparada para absorver um candidato como Jair Bolsonaro que prima pelo radicalismo, um Lula já desgastado pelo partido e por uma herança de mais de 12 milhões de desempregados, um João Dória que também não sabe para onde ir a não ser buscar as redes sociais para expor suas posições. “Por isso, aposto em Alvaro Dias que, até hoje, em mais de 40 anos de política, não vi sequer um questionamento ou um processo que viesse a desaboná-lo”.

A presidente do Podemos Mulher defende o resgate da soberania nacional, do exercício da cidadania e democracia entre a população um país melhor para se viver. “Não podemos entregar nosso capital ao estrangeiro, a exemplo do que está acontecendo com os chineses que estão comprando tudo no Brasil. Desde a alimentação até os meios de transportes”. O Brasil, segundo ela, precisa mudar a partir dos próprios brasileiros. “A mudança começa por nós, através do senso de responsabilidade e cidadania. Observo que, hoje, está surgindo uma nova geração mais consciente e com conceito diferente de idoneidade, o que é muito bom”.

Terceira via

Sobre a política no Paraná, com vistas às eleições para o Governo do Estado, Suzana Leite entende que o governador Beto Richa precisa se eleger senador e que os três candidatos ao governo não representam nada de novo e o que seria interessante é uma terceira via, alguém desconhecido da política mas que pudesse integrar a sociedade no diálogo e na discussão das coisas comuns e necessárias ao crescimento e desenvolvimento do Paraná.

Como presidente do Podemos Mulher, Suzana Leite quer a participação da mulher nas discussões do plano político do partido. Não é feminista, preza pelos conceitos tradicionais da família e acha que a mulher, hoje, vem, ao longo da história, contabilizando conquistas e mais conquistas. “Ainda não chegamos aonde queremos, mas estamos no caminho certo e isto vai acontecer, mais cedo ou mais tarde”, acredita.pedro.ribeiro

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal