A mortalidade é muito grave e só a vacina sinaliza com solução

Pedro Ribeiro

vacina é a solução

“A solução é a vacina e temos que ficar cada vez mais alerta, porque a mortalidade é grave e a situação é a pior desde o início da pandemia”. Michelle Caputo

“Ou o país (Brasil) entra num lockdown nacional imediatamente, ou não daremos conta de enterrar os nossos mortos em 2021”. (Miguel Nicolelis).

Avião brasileiro enviado à Índia para buscar vacina, sem combinar com os indianos, que afirmaram ser muito cedo para falar sobre exportação da vacina para outros países é mais um equívoco governamental no trato da doença. Em Manaus, a falta de oxigênio levou empresas a pedir equipamentos para a Venezuela. Uma vergonha.

Curitiba já está recebendo pacientes de Manaus. O problema que está acontecendo no Amazonas é resultado de flexibilização nos protocolos de prevenção e controle da covid. Com as festas de fim de ano e as más interferências do presidente Bolsonaro na questão sanitária, só pioraram o quadro.

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“A situação, hoje, é a pior desde o inicio da pandemia. A mortalidade é muito grave e a vacina é uma esperança que só poderá resolver o problema no final do ano, quando teremos entre 50 a 60 milhões de pessoas vacinadas”, afirma o deputado estadual e coordenador da Frente Parlamentar de Combate à Pandemia, Michelle Caputo.

SEGUNDO NO RANKING MUNDIAL

Para o professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, Miguel Nicolelis, “ou o país (Brasil) entra num lockdown nacional imediatamente, ou não daremos conta de enterrar os nossos mortos em 2021”, além de apontar a sequência de erros que colocam o país em segundo lugar no ranking de mortes por covid-19 no mundo.

Caputo disse que a preocupação do neurocientista é pertinente, mas é impossível um lockdown hoje no Brasil.A solução, ainda, segundo ele, é melhorar a questão do isolamento e agilizar o processo de vacinação que passou a ser um instrumento de debate político ao invés de uma solução urgente ao país.

Segundo Caputo, é preciso iniciar a vacinação, primeiro junto ao pessoal de linha de frente de combate e tratamento da doença, ou seja, profissionais da saúde e depois junto aos profissionais com força ativa, como motoristas de ônibus e outros. Em seguida, a juventude.

 

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal