A saúde e a economia na visão do senador Oriovisto Guimarães

Pedro Ribeiro


O Senado analisou nesta quarta-feira dois Projetos de Lei. O PL 949/20, que estabelece medidas de desoneração da folha de pagamentos durante a pandemia, e o PL 1.128/20, que dispõe sobre a concessão de empréstimos para empresas do setor privado, que precisam quitar a folha de pagamento no período de até três meses.
Durante a votação, o senador paranaense, Oriovisto Guimarães (Podemos) demonstrou preocupação com a economia do país e disse que “não se deve atuar contra a doença na pandemia sem ouvir os médicos, assim como não se deve atuar na segunda crise – a econômica – sem estabelecermos uma sintonia com os economistas e técnicos do Banco Central. O excesso de liquidez é tão perigoso para a economia, assim como o excesso de hidroxicloroquina pode ser para a saúde do paciente. O excesso de liquidez pode provocar hiperinflação e a total desorganização na economia”, disse.
Os senadores aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei 1.282/2020, de autoria do senador Jorginho Mello (PL-SC), que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, para oferecer linha de crédito especial aos pequenos negócios.
Durante a sessão, o senador Oriovisto Guimarães (PODE-PR) destacou a importância dessa matéria, devido à crise econômica que está sendo gerada pelo enfrentamento da covid-19. “Os pequenos empreendedores não podem mais esperar, eles precisam desse socorro já, para que mantenham seus negócios ativos”, afirmou.
Pelos termos da proposta aprovada, as operações de crédito com risco para o Tesouro Nacional serão realizadas por bancos oficiais (federais e estaduais) e de acordo com as condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Segundo o autor do projeto, a ideia é criar um instrumento semelhante ao Pronaf, linha de crédito especial para o setor agrário, mas voltado para as empresas de pequeno porte.
O senador Oriovisto também enfatizou aos colegas senadores, a necessidade de os deputados federais compreenderem a urgência do momento que o país enfrenta. “Tenho medo dessa proposta não ser colocada em prática, devido a lentidão da burocracia. A Câmara dos Deputados precisa aprovar esse PL com o máximo de agilidade, para que em seguida o Presidente da República o sancione. Depois disso, precisaremos ainda da validação do CMN e da operacionalização nos bancos, para assim fazer com que o crédito chegue aos pequenos empreendedores.”, concluiu o parlamentar paranaense.

Previous ArticleNext Article
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
[post_explorer post_id="692740" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]