A seleção brasileira e a responsabilidade de se levar energia aos aparelhos de TV do povo

Pedro Ribeiro


 

No calor da Copa do Mundo, na Russia, a Itaipu Binacional entrou em campo com toda equipe uniformizada e com uma única missão: vencer o jogo, ou seja, não deixar faltar energia para os brasileiros assistirem aos jogos. Imaginem se, no meio a tensão,  houver um apagão. Seria um Deus nos acuda.

A jornalista Patricia Ionovich, superintendente de Comunicação Social da Itaipu, valia dessa forma a seleção brasileira e os bravos atletas operários, engenheiros e técnicos da usina: “Em campo, o desempenho dos jogadores brasileiros, mais uma vez, não foi lá essas coisas, mas a Itaipu Binacional novamente bateu um bolão no segundo jogo da seleção brasileira contra a Costa Rica, na Copa do Mundo da Rússia.

Na sexta-feira, 22, nos momentos que antecederam o jogo, como é de praxe, o Sistema Nacional Interligado registrou algumas oscilações de consumo de energia elétrica. Conforme informações do Operador Nacional do Sistema, no Sistema Elétrico Brasileiro houve uma rampa de redução equivalente a desligar quatro cidades como Curitiba, ou seja, uma redução de 3.034 megawatts (MW) das 8h35 até as 9h, e a Itaipu seguiu o mesmo movimento, com uma redução de 600 MW. Logo depois do final da partida, a elevação foi de 8.441MW nos 37 minutos subsequentes. Já na Itaipu, ao final do jogo, o aumento foi de 900 MW. Tudo transcorreu normalmente.

Na estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo da Rússia, no jogo contra a Suíça, tanto para Itaipu quanto para o sistema elétrico brasileiro, contudo, não houve surpresas. O comportamento da demanda por energia foi como o previsto para os dias de jogos da seleção na Copa. Tudo saiu como o planejado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), com pronta resposta das usinas, dentre elas a Itaipu.

Normalmente, o consumo despenca um pouco antes do jogo e nos 45 minutos iniciais. É quando o Brasil inteiro está parado na frente da televisão. No intervalo, o consumo tem uma leve retomada. No segundo tempo, o consumo cai novamente. A curva de carga só volta a subir após o apito final. E sobe rápido, até atingir os níveis de um dia normal.

Contra a Sérvia, no dia 27, às 15h, a tendência é que ocorram oscilações de consumo mais intensas, já que a partida será num dia de semana (quando o consumo normalmente é maior). Em outras Copas, em situação similar, o aumento da carga nos 30 minutos após a partida chegou a ser de quase uma Itaipu, ou seja, em torno de 12.000 MW.

De qualquer forma, a Itaipu seguirá mantendo alta disponibilidade operativa para o Sistema Interligado Nacional (SIN), com as equipes de operação trabalhando em tempo real e de plantão caso seja necessário fazer intervenções corretivas. Tudo para garantir energia de sobra durante a Copa. Só falta agora o time de Tite colaborar em campo.

Neste ano, a Itaipu já produziu até este domingo, 13h25, 48.716.296 MWh. Produção que deverá colocá-la no ranking das melhores performances já registradas na história da usina”.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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