A trágica marca de 600 mil mortos pela covid no Brasil

Pedro Ribeiro


 

Embora com o avanço da vacina e a queda de pessoas infectadas, o Brasil atingiu nesta sexta-feira, a marca de 600 mil mortos pela covid-19. Quase metade da população está completamente vacinada contra o coronavírus e o país retoma a volta do comércio e de eventos e na expectativa por uma sequência de feriados prolongados. Hoje, a média diária de mortes está em torno de 500.

Especialistas, porém, destacam que a crise sanitária pode ter reviravoltas e seus efeitos são duradouros.

O Brasil vive neste 8 de outubro um dos dias mais tristes da sua história. Chegamos a 600 mil mortes por Covid-19, resultado da incompetência, desmandos, negacionismo e do desrespeito à vida. Esta tragédia não pode ser esquecida e nem passar impune”, disse o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) ao criticar a condução do enfrentamento da pandemia pelo governo federal.

Romanelli ressalta que um acúmulo de erros marcaram o combate ao coronavírus e lembra que o País poderia ter iniciado a vacinação em massa ainda no final do ano passado. “O governo brasileiro recusou 70 milhões de doses da vacina da Pfizer e apostou em uma medicação sem qualquer eficácia comprovada. Somente estes dois fatos condenáveis já revelam que houve uma conduta desumana”, afirma.

Segundo o deputado, a queda no número de infecções e mortes após o avanço da vacinação é a maior evidência de que os responsáveis pela saúde da população no plano federal ignoraram as melhores práticas e condenaram milhares de pessoas à morte. “Fizeram tudo errado. Não por falta de aviso e suporte da ciência. Foi uma opção que beira o bizarro, o macabro”, pontua.

“A nós cabe o lamento e a solidariedade com todas as famílias que perderam entes queridos para a doença”, disse Romanelli. “Além do luto, ainda teremos que vencer as consequências econômicas da pandemia, que provocou efeitos perversos sobre a vida de milhões de pessoas que foram jogadas na miséria e no desemprego”, considera o deputado.

O Brasil registrou 405 mil vidas perdidas para a Covid-19 somente em 2021 e é a segunda nação com mais mortes pela doença no mundo desde o início da pandemia, ficando atrás apenas dos EUA. Com 2,7% da população global, o País registrou 9,7% das infecções ocorridas e 12,4% dos óbitos provocados pelo novo coronavírus no planeta.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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