Afinal, o que está escondido na retirada dos painéis de mensagens das ruas de Curitiba?

Pedro Ribeiro


 

Por Aroldo Murá

O valor dos painéis jogados no lixo, atualizado, chega a R$ 16 milhões. Um caso de improbidade administrativa, dirá qualquer analista da administração pública

 

Todos sabem que não é de hoje que o foco da administração municipal de Rafael Valdomiro Greca de Macedo é multar e arrecadar milhões. A educação no trânsito nunca foi o objetivo da administração e a única ação de educação foi a realizar despesas com marketing enaltecendo as ações do ‘Imperador das Araucárias Curitibanas’.

Um assunto, nessa área, que mais gera temores na administração do alcaide é o da retirada dos painéis gigantes – identificados como “televisores” pelos motoristas, das ruas de Curitiba. Na verdade, esses painéis nunca funcionaram na administração municipal desde a época do Prefeito Luciano Ducci, hoje aliado de Rafael Macedo.

Para refrescar a memória, lembram-se do “Mantenha a Distância”, “Use Cinto”, Ultrapasse com Segurança”. Essas eram algumas das preciosidades que acabaram custando R$ milhões à cidade, e quie foram para o lixo…

Ocorre que o prefeito Rafael achava horrível aqueles painéis que poucas vezes funcionaram, e determinou a retirada dos equipamentos, os quais foram pagos com dinheiro federal. A administração não foi capaz de promover a manutenção dos equipamentos, pois a tecnologia utilizada direcionava ao mesmo grupo que ganhou a licitação, nos idos de 2012.

AS VIAGENS!

Um ex-secretário municipal, da época de Beto Richa, e que atualmente vive no ostracismo por sua honestidade, lembra que esses equipamentos renderam várias viagens para a Espanha a um seleto grupo técnico especialista. Esse pessoal avalizou o prefeito da época. Segundo ele, muitos ficaram ‘encantados com os jantares e estrutura da empresa na Espanha’, que rendeu uma certeza: seria melhor para todos, a contratação, que acabou consumada. De fato, quase como um milagre, a empresa espanhola ganhou a licitação.

ONDE MORA O PECADO?

Tais equipamentos custaram na época mais de R$ 9,5 milhões de reais e nunca funcionaram! O que causa desconforto é o risco de improbidade, pois pagar por equipamentos que viraram sucata na atual gestão de Rafael Greca, no mínimo é um “um pecado, luxo indevido com o dinheiro dos contribuintes”, como observa um vereador. O valor atualizado do prejuízo ao erário passou dos 16 milhões, demonstração de falta de planejamento e de zelo na instalação e condução do contrato.

QUEM PAGA?

O dinheiro público mal aplicado, atualmente é ‘pago’ por meio de multas e fiscalização de centenas de radares na cidade. A intenção é cobrir os buracos financeiros com o dinheiro dos motoristas em geral, taxistas, Ubers e caminhoneiros e motoristas de ônibus que transitam na cidade todos os dias. Educar não é prioridade! E o Tribunal de Contas o que fez?

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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