Agressões e saúde derrubam professores no Brasil

Pedro Ribeiro

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Existem hoje no Brasil 2 milhões e 200 mil professores da rede pública de ensino. Deste total, 66% ou dois a cada três professores brasileiros já pediram afastamento por motivo de saúde, como estresse, dor de cabeça, dores musculares e outras. No município do Rio de Janeiro, por exemplo, um professor é licenciado a cada três horas por doenças ligadas ao estresse. Os dados foram apresentados na Comissão de Educação pelo presidente do colegiado, senador Dário Berger (MDB-SC).

O senador disse ainda que 13% dos professores já sofreram algum tipo de agressão em sala de aula, seja física, verbal ou discriminatória. O Brasil é líder no ranking mundial em agressões deste tipo. Para o senador Flávio Arns (Rede-PR), o professor precisa ser valorizado e ter plano de carreira adequado e tempo para desenvolver as atividades docentes. A reportagem é de Rodrigo Resende, da Rádio Senado.

Pesquisa feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre violência em escolas com mais de 100 mil professores, o Brasil lidera o ranking de agressões contra docentes. Dentre os professores ouvidos, 12,5% afirmaram ser vítimas de agressões verbais ou intimidações de alunos.

AGRESSÕES A PROFESSORES

Em São Paulo, segundo levantamento feito pela GloboNews, o número de agressões a professores cresceu 73% em 2018 em relação ao ano anterior. Já dados divulgados sobre uma pesquisa feita pelo Sindicato dos Professores de São Paulo apontam que mais da metade dos docentes da rede estadual de ensino afirmam já ter sofrido algum tipo de agressão, sendo a mais comum a agressão verbal (44%), seguida por discriminação (9%), bullying (8%), furto/roubo (6%), e agressão física (5%).

Uma equipe de pesquisadores do Grupo de Estudos Interdisciplinar sobre Violência (Greivi) da Universidade de São Paulo (USP) elaborou uma cartilha gratuita sobre violência escolar que orienta profissionais a lidar com o problema. O material aponta os principais impactos da violência escolar na saúde, como dores de cabeça, tontura, náusea, diarreia, enurese, sudorese, taquicardia, dores musculares, alterações no sono (insônia ou sono excessivo), que pode aumentar a vulnerabilidade a doenças diminuindo a resistência imunológica, como ansiedade, medo, raiva, irritabilidade, inquietação, cansaço, insegurança, isolamento, impotência, rejeição, tristeza, angústia, baixa autoestima, depressão e pensamentos suicidas.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal