Amor bandido

Pedro Ribeiro

 

Com todo respeito à senhora Marisa Letícia, mas tem alguma coisa na podridão desse planalto central que temos que contar, pois se trata de importante peça no processo que envolve o preso número um do Brasil. A suposta amante de Luiz Inácio Lula da Silva, Rose Noronha, que viveu com o ex-presidente um triângulo amoroso desde os tempos em que ele ainda era apenas um dirigente do PT, está comendo agora o pão que o diabo amassou, segundo revela sua irmã entrevista à revista IstoÉ.

Com Lula trancafiado  em uma cela da Superintendência Federal do Paraná, em Curitiba, a concubina  desceu dos céus aos seus dias de inferno e hoje  foge da justiça como o diabo foge da cruz.

Nos bons tempos de cama, mesa e banho que desfrutou ao lado do ex-presidente, integrando sempre sua trupe em viagens internacionais ao redor do Planeta, a antes toda poderosa Rose Noronha era uma espécie de governadora do petismo e das esquerdas em São Paulo.


Ela chefiava o gabinete paulista da Presidência da República, mandava e desmandava, agia em nome do governo federal e distribuía  favores, mesmo ao guapo marido, utilizando a força do poder.

Hoje, de acordo com a irmã, ela está sem dinheiro e não pode ter um momento de descanso em sua cobertura  no bairro de classe média em São Paulo onde reside, adquirido no tempo em que  era a espécie de czarina  do petismo.

A cortesã nos dias de hoje  raramente é vista e só consegue encontrar  o conforto de sua cama nas noites eventualmente solitárias de sua cobertura quando não há mais perigo de voltar a seu ninho.

Só volta para sua cobertura á noite e sai logo pela manhã do dia seguinte, para não se encontrar com algum oficial de justiça que está sempre à sua espreita para lhe entregar intimação para prestar contas à Justiça. Ela deveria se apresentar a cada 15 dias por conta de medidas cautelares adotadas pela juíza Adriana Freisleben de Zanetti, da 5ª Comarca da vara Federal de São Paulo, mas não cumpre o que foi determinado, não comparece e não consegue ser intimada

O apartamento onde a irmã reside, que está em nome da cortesã, está sob a ameaça de ser tomado pela Justiça em ressarcimento na ação que a envolve referente aos bons tempos.

À revista, que conseguiu falar com ela rapidamente após muitas insistências, Rose Noronha se diz inocente, como todos os integrantes do populismo sindical o fizeram – exceção dos que aceitaram fazer delação premiada -. a amante do prisioneiro diz que foi apenas “um peão, uma assessora de bastidor”, que não tem culpa de nada.

Da para acreditar?

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
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