Antes que seja tarde

Pedro Ribeiro

Bolsonaro diz a aliados que vai vetar projeto que cria federação partidária

A repercussão sobre o recuo do presidente Jair Bolsonaro em suas sandices de querer o poder à força, invocando caminhoneiros, Forças Armadas, entre outros instrumentos, foi a pior possível para um chefe de Estado. Se antes já não tinha credibilidade, suas ações caíram por terra e deverá ficar cada vez mais isolado. Só lhe resta o “centrão” para evitar o impeachment.

O jornalista Alceo Rizzi faz uma análise sobre esse lamentável dia 9 de Setembro, dois dias após o presidente Bolsonaro subir ao pódio para bravatear e, mais uma vez, iludir seus seguidores:

Manifestação mais expressiva de caráter ordinário é quando um sujeito comete delinquência de qualquer natureza e diante do fracasso renega seus atos ilícitos de forma cínica e desavergonhada. É a extração resumida da essência da nota divulgada pela perturbada presidência, negando tentativa criminosa em antes incendiar e arrastar o País a mais grave crise institucional dos tempos de Democracia, que por sinal abjeta. Tem a credibilidade de uma nota de três centavos. Um recuo apenas diante do medo de sua cassação além do pavor da prisão que deve estar lhe tirando o sono, por possível envolvimento em outros delitos como no caso da disseminação de notícias falsas pela internet, citando apenas este por condescendência. Incapacitado em conduzir um País já desgovernado, agora se socorre sem pejo onde pode, não consegue sequer controlar devotos e vassalos pagos por rufiões e oportunistas, empresários e pastores ditos evangélicos que se aproveitam na pilhagem do País e financiam alucinados. Como os caminhoneiros, de cuja liderança o parvo também virou refém, sem conseguir desbloquear estradas por eles interditadas, com agravamento da crise. É preciso dar cabo. E, em última hipótese, se necessário em defesa da Democracia, também contar com algum soldado para tirar o País da demência, garantir que o vice termine o mandato. Antes, lhe dar freio e cabresto, a presidência da Câmara começar a retirar para análise os pedidos de impeachment das gavetas. Talvez então ele sossegue, antes que seja tarde”.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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