Armas, balas, violência e ódio

Pedro Ribeiro

 

“Vamos aposentar os senadores paranaenses, Roberto Requião e Gleisi Hoffmann, ligados ao comunismo”, bradou o deputado federal, Fernando Francischini, após ser lançado ao Senado pelo candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro. Salão do restaurante Madaloso lotado, as palavras que mais se ouviam dos oradores eram armas e violência.

O capitão Bolsonaro disse que queria ver, em sua próxima estada em Curitiba, pelo 200 pessoas das mais de mil que estavam no restaurante, com armas na cintura. Até o pequeno Francischini falou grosso, embalado pela onda do ódio: vamos acabar com este movimento sem-terra que não passa de um bando de bandidos incendiários. Felipe é candidato a uma vaga na Câmara Federal.

Bolsonaro, que dará apoio a Ratinho Junior, disse que pretende vencer as eleições no primeiro turno. Ao lançar Francischini ao Senado, voltou a condenar o foro privilegiado e fugiu das perguntas dos jornalistas em relação ao aumento de seu patrimônio, preferindo usar palavras de efeitos como o fim da bandidagem e ladroeira no Brasil.


São, portanto, três fortes candidatos ao Senado pelo Paraná: Roberto Requião, Beto Richa e Fernando Francischini. Há possibilidade também de Osmar Dias deixar de ser candidato ao Governo do Estado para tentar uma vaga no Senado e da candidatura da deputada federal, Cristina Yared. Hoje, segundo analistas políticos da terra, o ex-governador Beto Richa está praticamente eleito, ficando a segunda vaga entre Francischini e Requião. Se Dias entrar na parada, a chapa esquenta.

Enquanto isso, opara o Governo do Estado, Cida Borghetti e Ricardo Barros costuram alianças com deputados e Ratinho Junior procura ampliar sua base na Assembleia Legislativa. Hoje, Ratinho Junior e Osmar Dias estariam tecnicamente empatados com pouco mais de 26% dos votos cada um, enquanto Cida, que inicia o governo dia sete de abril, começa a trabalhar sua campanha para chegar ao segundo turno.

Post anteriorPróximo post
Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.