Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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Aroldo Murá lança segunda-feira mais uma edição do Vozes do Paraná

 O jornalista e escritor, Aroldo Murá, lança nesta segunda-feira (25), no Palácio Garibaldi, em Curitiba, o ..

Pedro Ribeiro - 24 de junho de 2018, 10:06

 

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O jornalista e escritor, Aroldo Murá, lança nesta segunda-feira (25), no Palácio Garibaldi, em Curitiba, o décimo volume da edição Vozes do Paraná. “Com precisão verbal apurada no dia a dia febril das redações, no esforço incessante de apreender logo aquilo que é efetivamente essencial, o jornalista Aroldo Murá transformou-se no observador e resenhista atento da vida das pessoas que agem, pensam e fazem o Paraná”, pon tua o escritor Hélio Puglielli, em brilhante texto sobre o trabalho do professor Aroldo.

Vejam o texto na íntegra:

“Vindo do texto jornalístico, transitou para o nível mais alto do ensaio. Muito mais do que “flashes” de reportagem, os pequenos retratos biográficos com que compõe seus “Vozes do Paraná”, agora no décimo volume, são pequenas obras literárias. Cada uma é síntese de breve narrativa e análise existencial, fixando características marcantes e realçando as principais linhas dos papéis desempenhados pelos retratados. Em todas elas se percebe a marca de quem, além de dedicar a vida inteira ao jornalismo, preocupa-se com o indecifrável mistério do destino humano. Essa preocupação levou Aroldo, cristão fervoroso, a aprofundar-se em estudos de problemas teológicos e história das religiões. Sem ser “leitor de um livro só”, ao contrário dos que sucumbem ao auto-enclausuramento dentro de suas próprias convicções, acumulou vasta cultura, eclética, e soube tirar conclusões filosóficas de sua própria experiência de vida. Somente alguém assim é capaz de analisar outras vidas. Defensor aguerrido da fé católica, civilizadamente convive com pastores, rabinos e representantes de outros credos ou não-credos, sem qualquer dificuldade ou preconceito. Trata crentes e não-crentes com o mesmo respeito. E só alguém assim poderia fazer retratos com serenidade e isenção, estando aberto para o vasto mundo das diferenças e contradições. O moço gaúcho que se tornou paranaense ainda menino, quando o pai, “seu” Manoel, foi transferido para cá, é hoje aquele que melhor compreende a gente de nosso Estado.

Como jornalista está acompanhando, há meio século, tudo o que se passa entre nós. Viu o Paraná mudar, viu os paranaenses mudarem. É, assim, com visão calibrada pela consciência do efêmero, somada à fé na perenidade do que é fundamental, que interpreta o essencial da vida de cada um dos que retrata em sua série de livros.

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Os povos primitivos, no contato inicial com o homem branco, temiam que as máquinas fotográficas fossem um instrumento para lhes roubar a alma. Com sensibilidade telúrica, bem depressa intuiriam, diante de Aroldo Murá, que nesse sentido nada teriam a temer. O “fotógrafo de vidas” Aroldo Murá capta, mas não rouba a alma de ninguém, enriquecendo tanto os biografados quanto os leitores, com uma visão nova, um ângulo diferente e um registro destinado a permanecer.

Helio de Freitas Puglielli