Sintonia Fina - Pedro Ribeiro
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As articulações de Barros à presidência da Câmara

 Quem conhece o deputado federal Ricardo Barros sabe que ele não faz nada sem segundas intenções ou como diz..

Pedro Ribeiro - 29 de janeiro de 2019, 11:01

 

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Quem conhece o deputado federal Ricardo Barros sabe que ele não faz nada sem segundas intenções ou como dizem os mais antigos, não dá ponto sem nó. E geralmente seus nós são estilo górdio. A derrota de sua esposa, Cida Borghetti ao Governo do Paraná não o abalou e agora sua jogada é a presidência da Câmara dos Deputados, onde é candidato avulso ao cargo. Se vai lograr êxito, não importa, mas deixa, mais uma vez, sua marca de político articular que, com certeza, fará acordo com a base aliada do presidente Jair Bolsonaro. “O PP deseja fazer parte da base do governo”, afirma.

Em entrevista ao Estadão, Barros diz: “Temos um presidencialismo de coalizão, e um governo, apenas com o seu partido, não vai a lugar nenhum”. Tesoureiro nacional do PP, o ex-ministro da Saúde tenta convencer legendas do Centrão e da esquerda a se oporem ao que considera um empoderamento do DEM e do atual presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a quem chama de “candidato chapa-branca”.

Barros observa que seu partido “não pode ser um puxadinho do Palácio, votar só medida provisória e a pauta do governo. As pautas da sociedade têm de ser votadas também, mas não queremos atrapalhar.

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“Minha candidatura se atém a esse momento político. Fui candidato a prefeito de Maringá (PR), estava em último lugar, e ganhei por erro dos adversários. É possível, em função da movimentação do Maia (Rodrigo Mais). Quando levou o apoio do PSL, ele desarrumou muito, perdeu o apoio das esquerdas, gerou instabilidade e aí começou a ter uma oportunidade. Ele estava mais vencedor antes do que depois desse apoio. Há uma pressão muito grande nos deputados do PSL para não votar na reeleição do Maia. Eles foram eleitos num movimento de mudança, não estão confortáveis”.