Barraco na Câmara: entre “tigrão e tchutchuca”, vieram a mãe e a avó

Pedro Ribeiro


 

Baixaria na Comissão de Constituição e Justiça na Câmara dos Deputados durante discussão sobre a reforma da Previdência. O deputado petista, Zeca Dirceu, mostrou despreparo em relação às ações parlamentares que precisam ser feitas para tirar o país do lamaçal preferindo, ao invés de propostas, ironizar o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O deputado Zeca Dirceu (PT-PR) disse que o ministro é “tigrão” com uns e “tchutchuca” com outros, sugerindo que Guedes privilegia banqueiros e rentistas. Guedes reagiu e revidou: “Tchutchuca é a mãe, tchutchuca é a avó!”

Em vez de esclarecer pontos da reforma e debater alternativas, a CCJ virou, como tem sido praxe, palanque de autopromoção política.

“Eu estou vendo que o senhor é tigrão quando é com os aposentados, com os idosos, com os portadores de necessidade; é tigão quando é com agricultores, com professores. Mas é tchutchuca quando mexe com a turma mais privilegiada do nosso país. O cargo público que você ocupa exige uma outra postura”, afirmou Dirceu.

O barraco seguiu com deputados fazendo pose de “ofendidos”, mas, sem ter como desmentir o ministro, discursaram para seu eleitorado.

Instaurou-se um caos generalizado no plenário da comissão e, após seis horas e meia de audiência, a sessão foi encerrada antes mesmo que metade dos deputados inscritos conseguissem falar.

O bate-boca continuou. O deputado Éder Mauro (PSD-PA) disparava para Zeca Dirceu: “vai falar assim na sua casa”.

Delegado Waldir (PSL-GO), líder do partido na Casa, disse que iria embora. “Não vou ficar com bandido aqui”, disse.Em meio aos empurrões, o ministro saiu escoltado por parlamentares aliados e foi embora por uma escada lateral do anexo 2 da Câmara.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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