Barros assume defesa de Bolsonaro e coloca dúvidas sobre a CPI

Pedro Ribeiro

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Como o Palácio do Planalto e seu gabinete das trevas não consegue rebater ou minimizar as questões feitas por vorazes inimigos do presidente Bolsonaro na CPI da Covid, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, entra em campo e tenta menosprezar o cerco do ódio. “Esta CPI não produzirá relatório que diga se houve erro ou acerto”.

No calor das discussões da CPI, o próprio ministro Marcelo Queiroga deixou transparecer que quem manda na a área da saúde é o presidente Bolsonaro e não o ministro. Em seu depoimento, evitou falar na cloroquina e preservou Bolsonaro e algumas perguntas ficaram sem respostas e sugeriu em alto e bom tom que “a salvação está na vacinação”.

Ricardo Barros, em entrevista à CNN, disse que o governo Jair Bolsonaro investiu R$ 700 milhões no combate à pandemia no país. Sobre a denúncia do presidente de que supostamente à China estaria promovendo uma guerra química e que teria produzido o vírus, afirmou que “isso não é fato novo e que a própria Organização Mundial da Saúde fez uma visita à China para colher dados sobre o coronavírus que surgiu de lá.

Em relação à troca de quatro ministros da Saúde no governo Jair Bolsonaro, Barros enfatizou que “vivemos em um país presidencialista e quem manda, de fato, é o Presidente da República. Existem os ministérios e os ministros, mas a palavra final é do presidente. Alguns ministros erram e foram substituídos e outros pediram par sair devido às pressões”.

Ricardo Barros voltou a jogar no colo da Anvisa a responsabilidade pela falta de 40 milhões de vacinas no Brasil, afirmando que os critérios de liberação causaram este enorme dano à população.

CONVERSA PARA BOI DORMIR

O jornalista Alceo Rizzi, colaborador do Paraná Portal faz uma análise sobre a CPI da Covid. “Se essa CPI do Senado se mantiver na mesma vereda que demonstra no dois primeiros dias, não será a da Covid, mas a da cloroquina, apenas  um véu que encobre toda a incúria que nos levou a está tragédia sanitária,  por outros motivos ainda mais fortes.

E sem deboche,  o depoimento do segundo ex-ministro da Saúde parece o de quem assumiu o cargo um tanto sonâmbulo e agora aparenta aspecto um pouco mais desperto, ainda que um tanto deambulante, mas alheio na queda da mudança.

Quando ministro, vivia seu evasivo idílio, ninguém sabia o que ele fazia no cargo, tudo era sempre estar reunindo informações em nome de pretenso planejamento. Enquanto isso, a tal da cloroquina era em grande quantidade  produzida e ele agora diz que não sabia”.

Só acordou, ainda sonâmbulo, 29 dias depois, pediu demissão do cargo, de resto parece que pouco sabe do que se passou. Diz que saiu porque achava que teria a autonomia, a mesma que  não  teve e que antes foi negada ao antecessor, o que determinou seu afastamento.

Essa estória agora de se fazer como quem dormiu candidamente no ponto, parece conversa para boi dormir do que qualquer outra coisa. Deveria se poupar a fazer qualquer juízo de valor do resto. Mesmo porque alega ter ficado pouco tempo no cargo.

O general inepto e beócio que o sucedeu, teve ao menos a personalidade de assumir desde o princípio uma inutilidade submissa porque sabia do que se tratava. Sem ser dissimulado.

 

 

 

 

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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