Beto Richa e João Guilherme são candidatos à Câmara e a tentativa de golpe no MDB

Pedro Ribeiro


 

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Arquivo/Agência Brasil

Quem vem fazendo campanha silenciosa para voltar à política é o ex-governador Beto Richa. Tem recebido, em sua residência, no Ecoville, prefeitos e lideranças políticas, além de iniciar andanças pelo interior. Beto vai disputar uma cadeira na Câmara Federal e sua intenção é voltar ao Palácio Iguaçu. Guarda muitas mágoas quando o transformaram na “Geni”. A maior delas está relacionada à covardia que o Ministério Público fez com sua esposa, Fernanda Richa.

 

Por que a CPI da Covid teme Barros?

Ricardo Barros fala das manifestações
Twitter/perfil oficial

Hoje, no País da ferida aberta causada pelo coronavírus e no linchamento da CPI do Senado que colocou a gestão Bolsonaro no lodaçal, fica uma pergunta:  Por que a CPI teme Ricardo Barros?. Sim, o paranaense Ricardo Barros colocou todo seu histórico político em jogo com o objetivo único de buscar uma resposta que prove que ele tentou negociar propina na compra da vacina indiana Covaxin.

Documentos, fatos e provas

No esperado depoimento, Barros deve desmontar as narrativas acusatórias criadas pela oposição. O líder do Governo demonstra segurança e tranqüilidade nas argumentações, possui a experiência de 30 anos de Congresso e diz ter os documentos e fatos que derrubam todas as supostas denúncias envolvendo o seu nome na negociação das vacinas.

Ratinho, Guto e Alvaro: parada dura

O governador Ratinho Junior e seu escudeiro, Guto Silva, estão aguardando uma ilustre visita que não deverá acontecer: a do senador Alvaro Dias. Dificilmente o senador vai negociar, embora seja certo que Guto Silva é candidato ao Senado nas próximas eleições.

 

Dúvida para uma junta política

O governador deverá se virar nos trinta, pois recentemente recebeu a visita do deputado federal e líder do governo na Câmara Federal, Ricardo barros, que pediu o Senado à sua esposa, Cida Borghetti ou à filha, Maria Victória. Se Barros se livrar do linchamento em Brasília, sairá mais forte, de braços dados com Bolsonaro. Sem saída.

Um incômodo na vizinhança

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Foto: Arnaldo Alves / ANPr.

Outra dúvida que já começa a rondar a cabeça do governador Ratinho Junior vem do seu vizinho, o prefeito Rafael Greca. É candidato ao Governo do Estado. Dizem nos bastidores que não abre mão por ser seu maior sonho.

 

Iminente golpe no MDB paranaense

Fotos Eduardo Matysiak

O aposentado, Roberto Requião, que pretende voltar à política como candidato a qualquer coisa, para ajudar o filho a se reeleger,  e seu próprio filho, Requião Filho, tramam um golpe no MDB, hoje dirigido pelo  deputado federal, Sergio de Souza. Depois que a agremiação teve parte de suas contas pagas – mais de R$ 2 milhões em ações e Gazeta do Povo- com a venda do prédio da Vicente Machado, cresceu os olhos de pai e filho.

Foco é o Fundo Partidário

Como todos já tem conhecimento, o MDB que o cansado Requião está querendo tomar à força, tem resistências em suas trincheiras. Esta força, hoje silenciosa, não deverá permitir que Requião Filho passe a gerir os recursos do Fundo Partidário. Haverá guerra no front.

 

Cade o dinheiro do Fundo Partidário?

 

deputado
Foto: Divulgação / Câmara Federal

A família Requião terá combinar com o grupo do Orlando Pessuti e Sergio de Souza, o que será difícil, pois Souza já sinalizou que pretende entrar com uma ação contra a família Requião para que ela devolva ao partido o dinheiro usado para saldar dívida de ações, pois entende que o Fundo Partidário não pode absorver tais dívidas.

 

João Guilherme na Câmara Federal

 

João Guilherme, o médico do partido Novo, já decidiu seu futuro: será candidato a deputado federal em 2022. Também avisou que, a exemplo de sua campanha à Prefeitura de Curitiba, não usará dinheiro de fundo partidário e sim, do próprio bolso. Terá como aliado na campanha o radialista Denian Couto que tentará uma vaga na Assembleia Legislativa. Quem quiser conferir é só ouvir o programa de rádio onde já fazem dupla.

 

Queda de braço no PSB

 

O presidente do PSB do Paraná, Severino Nunes Araújo, terá uma parada indigesta pela frente. O deputado federal, Eliel Machado, com tendências bem à esquerda já articula, em Brasília, apoio da sigla ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Esquece o parlamentar que a maioria dos deputados estaduais do partido apoia Ratinho Junior que apoia Jair Bolsonaro. O tempo pode esquentar, literalmente.

 

Pergunta: por que a CPI não quer ouvir Ricardo Barros?

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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