Bolsonaro admite não ter provas se eleições foram fraudadas. Só indícios

Pedro Ribeiro

TSE apresenta ao Supremo notícia-crime contra Bolsonaro para apurar vazamento de dados sigilosos

 

Fortíssimos indícios”. Esta foi a conclusão que chegou o presidente Jair Bolsonaro às suas afirmações anteriores de que as eleições de 2014 teriam sido fraudadas e por este motivo defende o voto impresso. Bolsonaro usou sua live semanal desta quinta-feira (29/07) para questionar a lisura também das últimas eleições e não conseguiu provar, como havia prometido. O próprio presidente reconheceu que não existe essa comprovação.

“Não tem como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas. São indícios. Um crime se desvenda com vários indícios. Vamos apresentar vários indícios aqui”, disse. “Os que me acusam de não apresentar provas, eu devolvo: apresente provas de que ele (sistema eleitoral) não é fraudável”, afirmou Bolsonaro.

Em referências às declarações de Bolsonaro, colocando em dúvida as eleições em urnas eletrônicas, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, deve usar o tradicional discurso de retomada dos julgamentos na Corte na segunda-feira, 2, para enviar recados ao Palácio do Planalto, diante das sucessivas ameaças à realização das eleições em 2022.

Pelo que se apurou no Supremo Tribunal Federal, Fux prepara uma resposta à tentativa de intimidação do ministro da Defesa, Walter Braga Netto. Como revelou o Estadão, o ministro mandou um interlocutor avisar aos Poderes que não haveria eleições de 2022 se não fosse aprovado o voto impresso.

O recado chegou para o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), que cobrou do presidente Jair Bolsonaro respeito ao processo democrático. Desde a semana passada, Fux vem sendo pressionado a se manifestar sobre as ameaças golpistas que agora também partem da Esplanada dos Ministérios. Segundo apurou o Estadão, o presidente do STF deve discursar em defesa da democracia, destacando que os Poderes não podem extrapolar o seu papel no Estado de Direito.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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