Bolsonaro começa a sentir o gosto amargo do “golpe” no Congresso

Pedro Ribeiro

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Se Dilma Rousseff e seus seguidores insistiam no chamado “golpe” que a derrubou da Presidência da República, imagine como deve estar o grupo de apoio ao presidente Jair Bolsonaro depois que os partidos MDB e DEM, do chamado “Blocão”, pulou do barco do também chamado “Centrão” que daria sustentação ao governo com a distribuição de cargos.

Com a saída do “Blocão” cai de 221 para 158 o número de deputados federais que supostamente dariam sustentação ao governo Bolsonaro. Com isso, fica cada vez mais difícil para as lideranças do governo impedirem o avanço e um processo de impeachment.

Infeliz foi o presidente Bolsonaro em acreditar que teria apoio do “Centrão”. Ao que parece, foi usado apenas para liberar cargos e verbas. Agora fica enfraquecido com a saída desses dois partidos.

Bolsonaro, que ficou 30 anos no Congresso, deveria saber que partidos se juntam em blocos para um propósito específico e esses blocos tendem a se desfazer quando o propósito deixa de existir.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal