Bolsonaro incentiva apoiadores a comprarem fuzil ao invés de arroz e feijão

Pedro Ribeiro


 

O presidente Jair Bolsonaro volta a surpreender com suas falas medonhas e assustadoras. Com inflação alta, batendo à casa dos 9%, mais de 14 milhões de desempregados e outros milhões passando fome, pandemia matando pessoas e Bolsonaro aconselhando apoiadores a comprarem fuzil, mesmo que seja caro. Ou seja, ao invés de comprar arroz e feijão para matar a fome, ele incentiva o armamento com vistas, é claro, a um golpe.

“Tem que todo mundo comprar fuzil, pô. Povo armado jamais será escravizado. Eu sei que custa caro. Aí tem um idiota: ‘Ah, tem que comprar é feijão’. Cara, se você não quer comprar fuzil, não enche o saco de quem quer comprar”, disse Bolsonaro, em frente ao Palácio da Alvorada nesta sexta-feira, 27.

Bolsonaro negou que queira dar golpe de Estado: “São idiotas. Já sou presidente”, disse.

Numa clara demonst5ração de que não sabe o que fala ou o que faz pior ainda, perdido como gestor do país, Bolsonaro concorda que a inflação está alta, mas não é culpa de seu governo.

Não teve aumento de nada no meu governo”, declarou o chefe do Executivo a apoiadores nesta manhã, embora os números da inflação mostram que alimentos, energia elétrica, combustíveis e outros itens tiveram os preços acelerados nos últimos meses.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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