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Bolsonaro internado, imprensa pode viver dias de delírio e febre alta

 O presidente Jair Bolsonaro está internado para a retirada da bolsa de colostomia. A expectativa, em 10 dia..

Pedro Ribeiro - 28 de janeiro de 2019, 08:01

Presidente Jair Bolsonaro se reúne com o Conselho de Ministros, no Palácio do Planalto. Foto: Marcos Correa - PR
Presidente Jair Bolsonaro se reúne com o Conselho de Ministros, no Palácio do Planalto. Foto: Marcos Correa - PR

 

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O presidente Jair Bolsonaro está internado para a retirada da bolsa de colostomia. A expectativa, em 10 dias de ausência, é a de como se comportará o vice=presidente Hamiltom Mourão. A grande mídia comandará os bastidores do Palácio do Planalto.

Nesses dias de internamento do presidente Jair Bolsonaro no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para a delicada cirurgia de retirada da bolsa de colostomia, não faltarão na imprensa notícias, artigos, opiniões, teorias de conspiração das mais disparatadas, algumas eventualmente com algum fundo periférico de verdade, mas nada que eventualmente pudesse merecer destaque.

É de se esperar que haja uma avalanche de noticiário do gênero movido por interesses não revelados em público, na tentativa de criar intrigas, zonas de desconforto, para indispor ânimos e distanciamento entre o enfermo e o vice-presidente, general de reserva Hamilton Mourão, que assume o cargo por quase duas semanas com o afastamento do titular

Faz parte do jogo democrático a oposição a um governo comandado por alguém que lhe contrarie os interesses, como parece que grandes veículos de comunicação do País tem se comportado desde que o presidente foi empossado, e ele mesmo deixou isso bem claro que os tratará como inimigos.

É nessa cortina de fumaça que, a pretexto de noticiário isento e imparcial para proteger uma já desgastada credibilidade, que muitos desses veículos poderão se movimentar nestes dias, com muita paranoia, conspirações e realidade turvada, notícias fabricadas.

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A eventual aposta no distanciamento entre o vice e o titular, em prejuízo ao presidente imobilizado em leito de hospital, poderá ser apenas mais uma ferramenta no arsenal da pesada artilharia que movem em busca da fragilidade cada vez maior do governo. Até que se lhe dobre os joelhos e se confirme a tese de deposição das armas e dos içamentos de bandeiras brancas de lado a lado, restabelecendo a harmonia pecuniária e patrimonialista do Estado brasileiro.

As primeiras provocações já se fazem presentes. Elogios rasgados aqui e ali por articulistas na grande imprensa sobre a postura, carisma e simpatia, nas palavras que usam, para estabelecer contraponto entre o vice que assumiu a presidência enquanto o titular esteve no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na suíça. A vaidade é uma das fraquezas da natureza humana, por ela transitam outros instintos. De fato, o general presidente foi solícito e simpático com a imprensa enquanto esteve no cargo, o qual exerceu com dignidade e lealdade, ainda que manifestasse opiniões próprias as vezes contrárias ao governo. Mas isso é tudo.

A grande imprensa, às vezes, parece ter incorporado em seu DNA um vício que se acumula desde a primeira metade do século passado, quando usava destes artifícios de intrigar vice-presidentes com presidentes, manipulação com a qual sempre atingiu seus objetivos. Podem ignorar agora, por conveniência, o detalhe de que na época, a eleição presidencial acontecia com candidaturas avulsas de presidente e de vice-presidente.

O general Hamilton Mourão, em todas as entrevistas que deu enquanto Bolsonaro esteve em Davos, e foram muitas, com exposição equilibrada, racional e de bom senso, foi eleito na mesma chapa. Nessa queda de braços com o governo, parte da grande imprensa está à beira de um colapso nervoso, vivendo seus momentos de delírio.

Se esse delírio vai prosseguir com febre alta, saberemos nestes próximos dias!