Brasil no pico da pandemia da Covid-19

Pedro Ribeiro


O secretário da Saúde, Beto Preto, já havia alertado, em entrevista a esta coluna, que o pico da Covid-19 aconteceria a partir do final deste mês de maio e início de junho, quando do início do frio no Estado.

Nesta terça-feira, pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marinha do Brasil e Universidade de Bordeaux, na França, divulgaram documento onde afirmam que o esperado pico da pandemia deve ocorrer nesta semana, no Brasil,

O número de registros deve começar a se estabilizar no fim do mês de julho, quando alcançar um patamar de 370 mil. Este número pode chegar a 1 milhão, se forem levados em consideração os casos não reportados.

A projeção foi feita especialmente para o Estadão e tem por base o quadro atual de isolamento social, medidas de higiene e capacidade de testagem.

“Depois do pico, o número de casos acumulados continua crescendo, ele não para de crescer, mas o País vai reportando cada vez menos casos, e a curva começa a mostrar uma tendência de queda”, explica o pesquisador Renato Cotta, professor titular da Coppe/UFRJ e consultor técnico da Marinha do Brasil. “Se tivéssemos o cenário de hoje congelado, chegaríamos ao dia 150 da pandemia, em 18 de julho, com 368 mil casos.”

O modelo não calcula o número de mortes, mas a mortalidade da atual pandemia no Brasil está em 6,7% – o que nos levaria a um total de pelo menos 25 mil mortes até o fim de julho.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.