Brasil registra 370 mil pessoas trabalhando em condições de escravidão e Paraná aperta cerco contra tráfico de pessoas

Pedro Ribeiro


 

30 de julho é o dia de combate ao tráfico de pessoas. No Brasil, existem 370 mil trabalhadores em condições análogas à escravidão. Este assustar número foi apresentado ao Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodoc). Segundo a ONU, em 2016, existia um total de 63,2 mil pessoas vítimas de tráfico. Os dados do relatório foram coletados entre os anos de 2012 e 2014 em 106 países e territórios. Na América Latina eram quase seis mil vítimas de tráfico, sendo que três mil casos foram registrados só no Brasil.

Dias 30 e 31 de julho, será realizado em Curitiba seminário para debater o tráfico de pessoas. O evento, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas para Fins de Trabalho Escravo e Exploração Sexual é organizado pela Polícia Rodoviária Federal e terá a participação da Secretaria de Estado da Justiça. Para o secretário Elias Gandour Thomé, o tema é preocupante e os números sobre o tráfico de pessoas precisam ser mais claros para que “possamos combater este crime”, pontua.

Em 2016 o Ministério do Trabalho e Emprego fez sete operações no Paraná, em combate ao trabalho escravo. Na época, foram encontrados 17 trabalhadores em condições análogas à escravidão. Elias Gandour Thomé afirma que os números mostram como o Governo do Estado tem trabalhado para combater o trabalho escravo. “Pra se ter uma ideia, no Mato Grosso do Sul, por exemplo, que é um estado muito menor populacionalmente falando, foram encontrados 82 trabalhadores em situação de escravidão em seis operações do MTE”, ressalta ele.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal