Carlos Nasser não resistiu às brutalidades do câncer e de falsas acusações. Morreu aos 78 anos

Pedro Ribeiro


 

Embora o câncer tenha sido a causa de sua morte, o advogado Carlos Nasser, o Naninho, que durante muitos anos foi colunista da Gazeta do Povo (jornal impresso), passou os últimos dias de sua vida amargando uma investigação da Operação Lava Jato que o envolveu  em possível participação de corrupção em empresa que administra lotes do pedágio no Estado. Nada comprovado, não foi preso.

Como assessor do ex-governador Beto Richa, seu nome acabou  sendo vítima de denúncia, motivando o Ministério Público a fazer um levante de sua vida que acabou por, literalmente, linchá-lo perante a opinião pública. Aos 78 anos, com a saúde debilitada, Carlos Nasser morreu no último domingo sem poder comprovar, perante os que o jogaram na vala comum, sua inocência e integridade.

Quem traçou um breve perfil de Nasser foi o advogado Luiz Fernando Pereira que escreveu o seguinte texto em sua página do Facebook sobre sua morte:

“Morreu Carlos Nasser. Um homem que conviveu com gente como Nelson Rodrigues, Paulo Francis e Millor (que citavam Nasser em crônicas). Tive a honra de ser amigo e advogado de Nasser. Ouvi ótimas histórias. Recentemente fui testemunha de defesa em uma falsa acusação que pesava contra Nasser. E disse em depoimento que está gravado: “acho que ele não resistirá a esta brutalidade”. Não resistiu. Não conseguiu esperar a decisão de inocência que certamente viria. Morreu triste. Católico, será enterrado amanhã, véspera de Natal”, escreveu Pereira.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal