Cascavel abre guerra contra as fake news nas eleições

Pedro Ribeiro

Prefeitura de Cascavel questiona decreto estadual e irá recorrer da decisão

Associações do setor produtivo, entidades de classe e religiosas e organismos declararam guerra contra as fake news que tentam tomar conta da campanha eleitoral em Cascavel e influir na decisão do eleitor no próximo 15 de novembro. A Acic defende, em documento enviado aos candidatos, principalmente aos que disputam a prefeitura “que é hora de deixar os resquícios da velha política no passado e iniciar algo novo, vibrante, justo e verdadeiro”.

“Defendemos uma campanha sem ataques pessoais, sem ofensas, sem calúnias, sem mentiras e sem o uso das fake news. O bom combate é vencido em um campo no qual estejam presentes a verdade, o respeito e a serenidade”, diz a Associação Comercial e Industrial de Cascavel que representa 3,6 mil empresas. 

O presidente da Acic, Michel Lopes, reitera que o combate à corrupção e às fake news abriu os olhos para tenha uma nova política baseada nas propostas apresentadas e não na desconstrução deste ou daquele candidato. “Não podemos mais aceitar que candidatos utilizem de meios antidemocráticos, com ameaças, ofensas, calúnias e todo tipo de artimanhas que remeta a velha política”.

“Devemos nos interessar pela política e pelas propostas de cada um dos candidatos, e que possamos assistir sabatinas e debates para que assim possamos, de forma bastante construtiva e inteligente, escolher aqueles que estarão na linha de frente para buscar no desenvolvimento local e regional, os próximos quatro anos”, completou.

Voto consciente – O presidente da Caciopar, Alci Rotta Junior, reforça a importância do voto consciente e com muito critério. “Sabemos que infelizmente existem algumas estratégias equivocadas de alguns candidatos de ataque, de mentiras. E sempre recomendamos que o cidadão analise as propostas. Assim, somente assim, conseguimos avançar e realmente colocar pessoas que decentes e certas no lugar certo.

“Fica a nossa mensagem, de todo o sistema produtivo, do sistema associativista, que tem uma preocupação muito grande nessas épocas. Tudo passa pela política, a gente precisa de bons representantes, e o cidadão, acima de tudo, precisa fazer a sua melhor escolha”, completa.

Sandro Viapana, presidente da  amic (Associação de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Oeste do Paraná), avalia que Cascavel não pode se levar pelas fakes news neste processo eleitoral.”Cascavel é um grande com mais de 300 mil habitantes. A prefeitura de Cascavel emprega nove mil colaboradores que gerenciam uma relação com 46 mil empresas. Essas 46 mil empresas, empregam 100 mil trabalhadores. Quem será o prefeito de Cascavel tem que reunir um conjunto de habilidades e competências técnicas e comportamentais por conta dessa complexidade, por conta desse cenário socioeconômico que o mundo, que o país e que a nossa comunidade está vivendo.

“O que mais chama atenção é que tem candidato que está usando como atributo, como item, está fundamentando a campanha em cima da ficha limpa e honestidade. Tem que salientar que isso não é um diferencial de candidato, isso é um pré-requisito. Então a estrutura de valor, o sistema de valor do candidato que você vai votar não pode estar calcado em cima de honestidade, em cima de ficha limpa, isso daí é o mínimo”.

Ética e verdade – O Sindicato Rural de Cascavel pede que contra a velha política rancorosa e as “fake news”, todos os candidatos prezem pela honestidade e a verdade. “Nosso interesse é comum: o bem de Cascavel. Passar por cima de valores e mentir só nós proporcionam descer degraus, e não subir”.

“Como representante dos produtores rurais de Cascavel, o sindicato espera uma política moderna e atual e o fim de práticas rancorosas e da criação de desinformação. Um debate maduro, intelectualmente estruturado e com propostas claras e exequíveis é o caminho para a democ…

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal