Castelos de areia e o salve-se quem puder no planeta

Pedro Ribeiro


 

A pandemia está colocando em questionamento a finalidade e autoridade de organismos internacionais que teoricamente serviriam para dar ordenamento, equilíbrio , harmonia e isonomia entre os países. Parecem  estruturas de fachadas onerosas, que drenam recursos, muitas delas aparelhadas, galpões de empregabilidade,  podem ter perdido, em parte, a razão de ser, ainda que mantenham relativa importância pela posse e acervo de conhecimentos em determinadas áreas.

É o caso da ONU, da OMC, da OMS que já se revelaram ineficientes diante do alerta que poderia ter dado ao mundo sobre o novo vírus, entre outras. Exemplo é  a passividade e omissão diante do  comportamento exclusivista e predatório que praticam os Estados  Unidos face a  ameaça do flagelo que atinge o planeta.

Os Estados Unidos  interferem, inviabilizam negociações antecipadas  de outras nações  nas compras já  pagas de materiais  necessários ao combate ao vírus planetário como se tivessem prioridade de sobrevivência  e nenhuma organização Internacional reage ou tem poder de determinar  tratamento  equânime diante das necessidade proporcionais de cada um. Aos poucos vão transformando em espécie  de inocuidades que também estão sendo levadas a óbitos pela pandemia.

É o salve-se quem puder.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.