Cautela evita reprise do 29 de abril de 2015 no centro cívico

Pedro Ribeiro


Na semana passada alertamos que a discussão sobre a reforma da previdência no Estado poderia ter complicações porque havia, no radar, ruídos de que o funcionalismo público reagiria com vigor à medida do Executivo estadual. No dia da audiência pública, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano cancelou a sessão temendo confusão na casa e adiou o debate.

Nesta terça-feira, dia 9 de dezembro de 2019, os parlamentares de primeiro mandato – e antigos – experimentaram o veneno do fatídigo dia 29 de abril de 2015, quando houve quebra-quebra no centro cívico, com depredação na Assembleia Legislativa, onde, durante o confronto entre professores e policiais resultou mais de 200 pessoas feridas.

Ao abrir a sessão nesta terça-feira, os deputados já perceberam que poderia haver nova confusão e imediatamente. Com as galerias do Plenário lotadas, o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB) fez as leituras da ata da sessão anterior e do expediente legislativo e iniciaram os protestos dentro das galerias. Os manifestantes que estavam do lado de fora da Assembleia, derrubaram grades, conseguiram furar o bloqueio policial e invadiram as galerias e as rampas de acesso ao Plenário.

COMITÊ DE IMPRENSA

Durante a invasão, arrombaram as portas da primeira galeria, que estava fechada ao público por motivos de segurança. Neste momento, outro grupo de manifestantes tentou invadir o comitê de imprensa do Plenário. Nesta tentativa, foram arrombadas portas e grades do espaço dedicado aos jornalistas que cobrem a Casa. A invasão ao plenário só não aconteceu graças à ação dos policiais militares, que contiveram os invasores, que avançaram sobre a força policial arremessando pedras e lixeiras.

Em seguida, Traiano suspendeu a sessão. Mesmo com a sessão suspensa, alguns manifestantes ainda tentaram invadir o plenário pulando as galerias. Com a situação sob controle e o plenário esvaziado, o presidente da Casa voltou para encerrar oficialmente a sessão.

Graças à ação do presidente da casa, que pediu cautela a todos, manifestantes e policiais, não houve feridos. Quebra-quebra também faz parte da democracia.

A sessão será retomada nesta quarta-feira no Ópera de Arame, fora do nervoso centro cívico.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal