Com Maia, Mandetta e Huck (Moro, fora), começa a sucessão presidencial

Pedro Ribeiro

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Fim das eleições em Curitiba e nas principais cidades do Estado, onde houve uma abstenção de quase 24%, motivado pela pandemia, esperamos, agora, o retorno à normalidade com foco na saúde, não apenas pelas autoridades do setor mas, também, pela própria população. A covid continua a todo vapor e certamente vamos enfrentar outras epidemias como a dengue que, também, matam sem piedade.

Mas, como a política vem ganhando gosto dos brasileiros, cada vez mais politizados, o processo continua e as rinhas políticas estarão ainda mais em evidências. No início do ano a batalha será pela escolha dos novos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

A mobilização deverá envolve o núcleo do governo, ou seja, os principais assessores do Palácio do Planalto pois, com o avanço do “centrão”, o presidente Jair Bolsonaro precisa ficar esperto em relação a quem comandará o Congresso Nacional em 2021 já que ele, o presidente, é candidato à reeleição um ano após.

Um dos partidos que mais se destacou nestas eleições para prefeitos e vereadores foi justamente o DEM (Democratas) liderado, de certa forma, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, possivelmente o cara que ditará as regras para a próxima eleição na Câmara Federal.

Maia, um dos comandantes do “centrão” mobiliza grupo forte para derrotar o candidato Jair Bolsonaro. Já se reuniu com o apresentador da Globo, Luciano Huck, o qual quer trazer para seu quintal e descartou o ex-ministro Sergio Moro por considerá-lo de “extrema direita”. Eles querem formar um grupo de centro-direita.

Para isso, Maia já sinaliza com a presença forte do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta como um os cabeças deste grupo. Se o DEM se unir em torno de Mandetta, Moro até viria por acomodação, Fernando Henrique Cardoso puxaria o PSBD, arrastando Bruno Covas no apoio, se este se eleger. Com apoio também de Eduardo Paes no Rio.

No desenho dessa chapa para a Presidência da República, falta a figura de um vice, ou seja, quem sabe até de uma vice, uma mulher de respeito. Mas também não se descarta um empresário, um cientista, um economista liberal, ou seja, alguém que indique racionalidade. Mandetta é o cara para ganhar eleição. Huk não aceitaria ser vice, mas pode puxar o carro.

Nesse desenho, articulado por Maia, Sergio Moro não serve de vice, perdeu a credibilidade.
Bolsonaro que coloque as barbas de molho. O processo sucessório já começou. Ontem, 15 de novembro, onde o DEM conseguiu a prefeitura de três grandes cidades e o presidente Bolsonaro que fez campanha para 59 candidatos só conseguiu eleger nov

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal