Com mais uma jogada de mestre de Barros, agora só falta vermos vacas voarem no Paraná

Pedro Ribeiro

 

Maldades campeiam. A divulgação de nota que saiu na Veja onde, supostamente, o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Edson Campagnolo, seria investigado pelo Grupo Especializado de Atuação no Combate ao Crime Organizado – o famigerado Gaeco – causou frissom nos bunks dos candidatos ao Governo do Estado, Osmar Dias e Cida Borghetti e provocou urticária no grupo de Ratinho Junior, já que o empresário faz parte do grupo que discute ações de governo junto aos empresários.

Fonte do grupo político de Ratinho Junior diz que a questão da gestão industrial do empresário não tem nada a ver com sua colaboração no desenho de planos e ações de governo para a área empresarial. Correto, já que o presidente licenciado não recebeu convite para vice como diz parte da mídia e se trata de mais um colaborador como Norberto Ortigara no agronegócio.

Já, na Assembleia Legislativa, onde Campagnolo teria feito meia dúzia de inimizades, a nota da Veja se alastra como rastilho de pólvora pelos corredores, com direito a ricocheteio no sudoeste paranaense onde o industrial tem sua base política ao lado de inimigos políticos.


Em meio ao tiroteio de começo de férias na Alep, surge um fato inusitado: o deputado federal e coordenador da campanha de Cida Borghetti (sua esposa) ao Governo do Estado, Ricardo Barros, coloca seu nome à disposição do Progressistas como opção à Presidência da República. Que Barros tem nome, que é um dos mais habilidosos políticos do país ninguém tem dúvidas mas, a estas alturas do campeonato, em meio a uma campanha ao Governo do Estado, jogar a toalha para disputar o Palácio do Planalto é muita coragem.

Como conheço, em parte, o perfil político de Ricardo Barros, vejo, nesta ação, mais uma jogada política (por que não dizer, de mestre) para continuar no altar maior da política nacional. Se pegar, e o “centrão” se interessar, ele voltará a sentar na mesa das grandes negociações do país com, no mínimo, um cargo de ministro. E a vida segue.

Por isso, acho que ainda vou ver vacas voarem.

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro é jornalista com passagens pela Gazeta do Povo, Folha de Londrina e O Estado do Paraná. Foi pioneiro com a criação do jornal eletrônico Documento Reservado e editor da revista Documento Reservado. Escreveu três livros e atuou em várias assessorias, no governo e na iniciativa privada, e hoje é editor de política do Paraná Portal.
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