Com Moro, paranaenses vão assumindo cargos de destaque no Governo Federal

Pedro Ribeiro


 

 

Para os radicais de esquerda que não acreditavam – e não acreditam – aos poucos, o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, vai montando sua equipe, a grande maioria de paranaenses. Hoje, embora ainda não tenha tomado posse, é um dos futuros ministros de mais destaque no governo Bolsonaro e vem ganhando o apoio da sociedade que anseia pelo fim da criminalidade, do tráfico de drogas e armas no Brasil.

Ao anunciar nesta segunda-feira  a criação de uma secretaria de operações integradas para coordenar ações policiais em nível nacional, principalmente  para combater o crime organizado, o ex-magistrado escolheu mais  um paranaense para  auxiliar na pasta: o ex-superintendente da Polícia Federal do Paraná Rosalvo Franco.

Outro paranaense que estará ao lado de Moro em Brasília é Fabiano Bordignon, com quem trabalhou em Catanduvas, como diretor do Depen (Departamento Penitenciário Nacional). A secretaria vai coordenar a atuação das polícias estaduais e federal, “respeitando autonomia dos Estados e do Distrito Federal”, disse ele.

“Resolvemos, na discussão do organograma, ainda não é uma questão totalmente fechada com todas as áreas do governo, mas a ideia é que, dentro do Ministério da Justiça e Segurança Pública haja a secretaria de operações policiais integradas”, disse Moro. “A ideia da secretaria é poder coordenar operações policiais a nível nacional. Hoje muitos grupos e atividades criminosas transcendem as fronteiras estaduais”, afirmou.

Segundo ele, o combate “já é feito de certa maneira dentro do Ministério de Segurança Pública, mas a criação de uma secretaria específica para isso é oportuno”.

“Sabemos que os presídios constituem situação de problema devido à superlotação e à fragilidade de certos presídios. Não podemos generalizar porque a situação em cada presídio é diferente”, disse. “E sabemos que existem organizações criminosas centradas em alguns desses presídios”, acrescentou.

Segundo Moro, havia uma expectativa de que um agente penitenciário ficasse à frente do Depen, mas, apesar de não chefiar o órgão, a categoria terá “papel fundamental”. Ele disse ainda que a pasta vai discutir a necessidade de construir novos presídios e melhorar a parte estrutural dos já existentes. (Com Folhapress).

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal