Com presidente internado, a imprensa pode viver dias de delírio e febre alta

Pedro Ribeiro


Como esta coluna previu há vários dias, não param de sair artigos e “noticias” nos grandes veículos de comunicação do País tentando indispor o presidente Jair Bolsonaro, com seu vice, o general Hamilton Mourão. A grande imprensa se tornou tão óbvia e grotesca quanto à oposição em sua indigência devastadora, notadamente do balzaquiano PT. E o País continua na planície desértica de ideias em um momento tão importante. Vale a pena reproduzir o artigo publicado bem antes de Bolsonaro ser internado para a retirada da bolsa de colostomia no Hospital Alberto Einstein, em São Paulo.

Nesses dias de internamento do presidente Jair Bolsonaro no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para a delicada cirurgia de retirada da bolsa de colostomia, não faltarão na imprensa notícias, artigos, opiniões, teorias de conspiração das mais disparatadas, algumas eventualmente com algum fundo periférico de verdade, mas nada que eventualmente pudesse merecer destaque. É de se esperar que haja uma avalanche de noticiário do gênero movido por interesses não revelados em público, na tentativa de criar intrigas, zonas de desconforto, para indispor ânimos e distanciamento entre o enfermo e o vice-presidente, general de reserva Hamilton Mourão, que assume o cargo por quase duas semanas com o afastamento do titular.
Faz parte do jogo democrático a oposição a um governo comandado por alguém que lhe contrarie os interesses, como parece que grandes veículos de comunicação do País tem se comportado desde que o presidente foi empossado, e ele mesmo deixou isso bem claro que os tratará como inimigos. É nessa cortina de fumaça que, a pretexto de noticiário isento e imparcial para proteger uma já desgastada credibilidade, que muitos desses veículos poderão se movimentar nestes dias, com muita paranoia, conspirações e realidade turvada, notícias fabricadas.
A eventual aposta no distanciamento entre o vice e o titular, em prejuízo ao presidente imobilizado em leito de hospital, poderá ser apenas mais uma ferramenta no arsenal da pesada artilharia que movem em busca da fragilidade cada vez maior do governo. Até que se lhe dobre os joelhos e se confirme a tese de deposição das armas e dos içamentos de bandeiras brancas de lado a lado, restabelecendo a harmonia pecuniária e patrimonialista do Estado brasileiro.
As primeiras provocações já se fazem presentes. Elogios rasgados aqui e ali por articulistas na grande imprensa sobre a postura, carisma e simpatia, nas palavras que usam, para estabelecer contraponto entre o vice que assumiu a presidência enquanto o titular esteve no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na suíça. A vaidade é uma das fraquezas da natureza humana, por ela transitam outros instintos. De fato, o general presidente foi solícito e simpático com a imprensa enquanto esteve no cargo, o qual exerceu com dignidade e lealdade, ainda que manifestasse opiniões próprias as vezes contrárias ao governo. Mas isso é tudo.
A grande imprensa, às vezes, parece ter incorporado em seu DNA um vício que se acumula desde a primeira metade do século passado, quando usava destes artifícios de intrigar vice-presidentes com presidentes, manipulação com a qual sempre atingiu seus objetivos. Podem ignorar agora, por conveniência, o detalhe de que na época, a eleição presidencial acontecia com candidaturas avulsas de presidente e de vice-presidente. A República era assumida por duas pessoas com pensamentos e vernizes ideológicos completamente distintos. Como foi a eleição de Jânio Quadros, tendo como vice João Goulart e que resultou na renúncia do titular, também por outros lunáticos motivos.
O general Hamilton Mourão, em todas as entrevistas que deu enquanto Bolsonaro esteve em Davos, e foram muitas, com exposição equilibrada, racional e de bom senso, foi eleito na mesma chapa. Nessa queda de braços com o governo, parte da grande imprensa está à beira de um colapso nervoso, vivendo seus momentos de delírio.
Se esse delírio vai prosseguir com febre alta, saberemos nestes próximos dias!

Previous ArticleNext Article
Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
[post_explorer post_id="593848" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]