Confusões que podem levar à ingovernabilidade

Pedro Ribeiro


Com a devida licença e respeito aos eleitores do presidente Jair Bolsonaro, mas este governo anda por demais confuso e atrapalhado, parece uma gaiola de loucos. Ninguém mais se entende, está um puxa-puxa extraordinário. Excluindo a equipe econômica do governo que se empenha no desempenho de um trabalho sério e sólido, e de algumas outras vozes, inclusive militares, a situação está se transformando em esbórnia. E, como em toda esbórnia, onde todo mundo manda e dá pitacos, as coisas desandam feito glacê dentro de forno. É como querem fazer gelatina em meio a um deserto escaldante.

Parece que o País está entregue, com raras exceções de bom senso, a um exército de trapalhões dentro e fora do governo, enquanto a equipe econômica às duras penas tentar consertar os rombos nos cascos que o sindicalismo populista causou.  Enquanto se empenha em propor as reformas necessárias para sairmos dessa tragédia da estagnação econômica em que governos anteriores nos mergulharam, surgem personagem que circulam nas proximidades criando uma crise que só atrapalha e prejudica. Que só compromete o desempenho e a credibilidade desse governo que mal saiu das fraldas, está há menos de dois meses se debatendo com a escolha e a procura  de chupetas.

É terrível!

Desanimador!

Frustrante.

Um balde de água fria nos ânimos e nas expectativas da população que já viveu muito tempo com palhaçadas sem graça do populismo sindical que estava no poder. O País está cansado de estrepolias de mau gosto, quer serenar os ânimos, acreditar que é possível consertar os rombos que provocaram no caso e que só é preciso ajustar o leme para que ele navegue de vento em popa.

O País não é quintal nem fazenda de recreio de quem quer que seja, muito menos com a irresponsabilidade dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, que são os personagens que estão criando os maiores desgastes e entreveros políticos ao novo governo.  Também o presidente parece ter agido com açodamento, agravando a crise política, dando razão, sempre, ao filho, de forma intempestiva, impulsiva e de baixa avaliação politica.

A seguir nesse diapasão, com os filhotes metendo o bedelho no governo, afrontando e enfrentando auxiliares do pai, vamos consumir o tempo feito cachorro que corre atrás do próprio rabo, se movimentando em círculo, enquanto a caravana vai passando e o País afundando cada vez mais. Como ex-capitão  de Exército, a primeira ordem de comando do ex-presidente deveria ser direcionada aos seus filhos, para que andem em ordem unida, em continência, e sempre em respeito ao poder instituído, porque não cabe a eles ficarem se metendo a colher na condução do governo.

 

Previous ArticleNext Article
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
[post_explorer post_id="616908" target="#post-wrapper" type="infinite" loader="standard" scroll_distance="0" taxonomy="category" transition="fade:350" scroll="false:0:0"]