Covid agora está ceifando vida de servidores municipais

Pedro Ribeiro


Aroldo Murá

 A Prefeitura de Curitiba vem perdendo vários servidores, isto muito se deve ao tratamento que o alcaide Greca e seus associados dão aos servidores da cidade.

Recentemente o próprio prefeito Greca anunciou a morte de Jane de Virgilio David, zelosa servidora administrativa, que trabalhava na Secretaria de Governo, outro departamento em que muitos servidores foram contaminados pela covid.

Quando um servidor morre, além da perda de um ser humano, inestimável, as consequências se alongam dentro de uma série de fatos. Quem mais sofrerá será a família sem dúvidas, a qual dependerá futuramente do IPMC. O instituto, para bons conhecedores do tema, estaria pré-falimentar…

Quando um servidor morre, perdem-se toda a experiência e o investimento realizados naquele profissional; à semelhança do que ocorre na iniciativa privada, sua substituição não é simples, pois depende de concurso e na prefeitura de Curitiba a praxe é indicar cargo em comissão, de preferência amigos do rei.

IPMC SEM RECURSOS

Com a morte de servidores, até quando quebrado IPMC irá pagar a pensão às famílias dos mortos? O certo é que na ausência de dinheiro do IPMC por causa das retiradas para fazer asfalto, AS PENSÕES SERÃO PAGAS futuramente por dinheiro dos munícipes.

Lembramos que o dinheiro do IPMC (e, portanto, dos servidores) era descontado dos funcionários, e foi usado para gerar superávit no caixa da prefeitura. Como já alertamos, alguém pagará essa conta. O que chama a atenção nos casos como de Jane é o fato de assistentes, secretárias e outras atividades burocráticas estarem sendo obrigadas a trabalhar presencialmente.

 

FAÇA O QUE DIGO…

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço! O prefeito exige dos empresários lockdown, mas seus servidores, mesmos os não essenciais, continuam a laborar presencialmente, mesmo sem equipamentos adequados. Na Prefeitura de Rafael Greca faltam máscaras, álcool adequado e distanciamento, como denunciado por diversas categorias.  Acompanhe, por exemplo, o que dizem os sindicatos de servidores…

Essa tolerância com a ilegalidade e descumprimento das normas de trabalho nas repartições administrativas é diária no serviço público. Se a iniciativa privada promover algo semelhante, como faz a prefeitura de Curitiba, é multada e o estabelecimento fechado por ordem do alcaide, nosso “ imperador máximo de Curitiba”.

A prefeitura não consegue explicar o motivo de tantas mortes e contaminações no serviço público de Curitiba e, muito menos, demonstrar que é um exemplo a ser seguido em termos de prevenção.

CABELO NO ÔNIBUS PODE…

Essas decisões sem critério causam embaraços ao alcaide, tais como o causado pela cabeleireira Paola Bratch, que decidiu protestar angariando clientes dentro do biarticulado da linha Santa Cândida-Capão Raso. A situação foi noticiada pelo Jornal Bemparaná.

A cabeleireira assim argumentou e protestou: “Se não posso trabalhar no salão, então vou trabalhar onde o governo autoriza a funcionar. Já que os ônibus estão funcionando normalmente deve ser porque aqui está mais higienizado que no salão. Se aqui o vírus não pega, então vamos trabalhar aqui” –  https://www.bemparana.com.br/noticia/cabelereira-protesta-em-onibus-em-curitiba-se-aqui-o-virus-nao-pega-vou-trabalhar-aqui#.YGIsgK9KjIU

PREFEITO SUBESTIMOU COVID

Rafael Greca não investiu no momento certo, subestimou a doença a qual também pegou; e, da qual, apesar de seu quadro de obesidade, 66 anos, e outros fatores de risco, saiu ileso. Isto deve ter diminuído seu medo e zelo pela doença e preocupação com terceiros.

A falta de zelo e investimentos na área da Saúde pelo prefeito Rafael Greca são causas diretas da quebradeira de muitos empresários Curitibanos e isto vai refletir na própria administração municipal.

CHEIA DE PEDINTES

Parece que só o prefeito e seus áulicos não veem: a cidade está cheia de pessoas nas ruas pedindo e suplicando ajuda. Esse é apenas um dos sinais bem evidentes do que mais virá por aí: Curitiba marcha célere para perda de arrecadação.

Isso sem contar o mais grave: a crise sanitária já instalada, que apesar das entrevistas do prefeito e sua loquaz secretária de Saúde, cobra um preço enorme em vidas humanas.

“É o começo do apocalipse”, brada um vereador, grifando: “Essa é a Curitiba que melhor retrata o prefeito que temos – de discurso fácil, comovedor de plateias, sem compromisso com vida e com a História desta cidade de 328 anos…”

 

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Pedro Ribeiro
Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal