CPI da Covid será prorrogada para desconforto do presidente Bolsonaro

Pedro Ribeiro

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A CPI do Senado que investiga as ações do governo federal em relação ao combate à pandemia, compra e distribuição de vacinas, que vem tirando o sono do presidente Jair Bolsonaro vai ser prorrogada até sete de outubro, segundo garantiu o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. A informação é do Estadão/Brodcast.

Assim, a CPI terá mais 90 dias de funcionamento e deverá, enfim, convocar o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros, para depor sobre acusações de participar de negociatas para a compra da Covaxin, da Índia. Barros, que teria sido citado 96 vezes nos depoimentos da CPI entrou com pedido no STF para dar sua versão, ou seja, se defender.

Segundo analistas e fontes do Congresso Nacional, a prorrogação representa uma derrota para o presidente Jair Bolsonaro e aumenta o desgaste do Palácio do Planalto. A comissão investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo a compra de vacinas e já emitiu sinais de que deve apontar responsabilidade direta de Bolsonaro.

Os senadores acusam o presidente de ter cometido crime de prevaricação ao não determinar a investigação da compra da vacina Covaxin, versão negada por aliados. O prazo de funcionamento da CPI acabaria no dia 7 de agosto. Se não houver recesso formal no Congresso, porém, a comissão precisaria adiantar o término dos trabalhos para o dia 25 de julho. Com a prorrogação, o prazo será estendido até o fim de outubro.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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