“CPI não pode sequestrar minha honra”, diz Ricardo Barros que quer depor na CPI da Covid

Pedro Ribeiro


 

Indignado por não ter a oportunidade de se defender das acusações feitas na CPI da Covid, o deputado e líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, volta a pedir para ser ouvido no Senado. Com a divulgação do calendário dos depoimentos da CPI da Covid desta semana a defesa do deputado Ricardo Barros (PP/PR) reforçou, nesta segunda-feira (12), o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o depoimento seja marcado até sexta-feira (16). Levantamento feito pela defesa aponta que o parlamentar já foi citado ao menos 96 vezes na CPI.

“Já marcaram o meu depoimento no dia 8 e cancelaram sem justificativa. Não estou tendo direito à defesa. Desde o início me coloquei à disposição para esclarecer todos os fatos. A CPI não pode seqüestrar a minha honra”, reafirmou Barros.

No documento protocolado ao ministro Ricardo Lewandowski, a defesa de Ricardo Barros afirma que a divulgação do calendário das oitivas demonstra que sem ordem judicial o deputado não conseguirá se defender na CPI antes do recesso parlamentar, que se inicia no dia 17/07.

“Haverá concretização do dano contra o direito líquido e certo do Impetrante, pois permanecerá sem a possibilidade de esclarecer os fatos e exercer o direito a defesa em faca das injustas acusações que vem sofrendo durante todo o período de recesso parlamentar”.

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Pedro Ribeiro, jornalista editor-chefe do Paraná Portal
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